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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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venezuela

Edição impressa de 11/01/2019. Alterada em 11/01 às 01h00min

Na posse, Maduro critica 'processo de desestabilização' de seu governo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse nesta quinta-feira para um segundo mandato, que vai até 2025. Em maio passado, ele venceu eleições consideradas fraudulentas pela oposição e por grande parte da opinião pública internacional.
No mesmo dia da posse, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma declaração conjunta na qual diz não reconhecer a legitimidade do governo. "Saudamos o compromisso dos países das Américas reconhecendo como ilegítimo o regime de Nicolás Maduro. O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia, os direitos e as liberdades de todos", afirmou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, via Twitter.
Com a oposição liderando a Assembleia Nacional, o presidente prestou juramento em uma sessão no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), diante de 30 juízes e um grupo de líderes regionais composto pelos presidentes de Bolívia, Cuba, El Salvador e Nicarágua, além de representantes de outros países. Já União Europeia, EUA e 13 integrantes do Grupo de Lima (do qual o Brasil faz parte) não enviaram representantes. A maioria não reconhece a reeleição de Maduro. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, viajou para acompanhar a posse em Caracas, o que gerou críticas nas redes sociais.
Em seu discurso, Maduro afirmou que há uma tentativa internacional de "principiar um processo de desestabilização". Disse que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é "um fascista" contaminado pela direita venezuelana e afirmou que o mundo é maior que "a esfera dos EUA e de seus países-satélite". Alegou, ainda, que as eleições foram feitas "com a presença de opositores, e nós, disputando com eles, com os olhos nos olhos, ganhamos".
A Venezuela está em meio a uma grave crise econômica e humanitária, com mais de 3 milhões de pessoas tendo deixado o país devido à falta de alimentos e remédios. O governo Maduro é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa-humanidade. Há cerca de 4 mil presos políticos em prisões por todo o país.
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