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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Relações exteriores

Edição impressa de 03/01/2019. Alterada em 03/01 às 01h00min

Pompeo defende cooperação com o Brasil contra regimes autoritários

 Araújo (d) rebateu as críticas sobre alinhamento excessivo do país com os EUA

 Araújo (d) rebateu as críticas sobre alinhamento excessivo do país com os EUA


SERGIO LIMA/AFP/JC

Após audiência com o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que seu país pretende "aprofundar a cooperação com o Brasil em questões de segurança e trabalhar conjuntamente contra regimes autoritários no mundo". Em pronunciamento às imprensas brasileira e norte-americana ontem, no Palácio do Itamaraty, Pompeo citou Cuba, Venezuela e Nicarágua.

"Hoje, a repressão política em Cuba faz 60 anos e tivemos oportunidade de falar das ameaças na Venezuela e do nosso desejo profundo de devolver a democracia ao povo venezuelano", afirmou o secretário de Estado - na realidade, o aniversário da Revolução Cubana foi na terça-feira, 1 de janeiro. "Se fizermos isso bem, podemos fazer muito para o povo brasileiro, o norte-americano e outros povos ao redor do mundo. É quase sempre verdade que nações trabalham melhor juntas quando compartilham certos valores."

Pompeo afirmou ter sido "um privilégio incrível testemunhar dezenas de milhares de pessoas nas ruas" na posse do presidente Jair Bolsonaro, na terça-feira. "A transmissão de poder que ocorreu ontem pacificamente não acontece no mundo todo. Na América, Cuba, Venezuela, Nicarágua são lugares onde a população não tem oportunidade de expressar suas visões nem de ter um governo que a atenda. É nesse tipo de questão que pretendemos trabalhar juntos", completou o secretário de Estado, que também se reuniu com o presidente brasileiro.

Araújo, em seu primeiro dia de trabalho como ministro de Relações Exteriores, disse que a conversa foi excelente e rebateu críticas de que o realinhamento do Brasil com os Estados Unidos, diante da admiração declarada de Bolsonaro pelo par norte-americano, Donald Trump, seja excessivo. "Gostaria de dizer que, na verdade, o Brasil está se realinhando consigo mesmo, com seus próprios valores e ideais, e o Itamaraty, com o povo brasileiro. O reflexo disso é que nos aproximaremos daqueles grandes países, e de todos os que comungam desses ideias. A nova relação com os EUA é uma consequência desse realinhamento interno", afirmou.

Profissionais de fora da carreira diplomática poderão exercer cargos de chefia

Uma importante mudança na organização interna do Ministério de Relações Exteriores vai permitir que profissionais de fora da carreira diplomática assumam cargos de chefia. A modificação se dará na gestão de Ernesto Araújo à frente do Itamaraty e consta na medida provisória assinada na terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, logo após a posse, e publicada em Diário Oficial da União.

O texto diz que o Serviço Exterior Brasileiro é formado por servidores, ocupantes de cargos de provimento efetivo, capacitados profissionalmente como agentes do Ministério das Relações Exteriores, no País e no exterior, organizados em carreiras definidas e hierarquizadas. Pela redação dada pelo novo governo, ficam excluídas dessa característica "as nomeações para cargos em comissão e funções de chefia, incluídas as atribuições correspondentes, nos termos do disposto em ato do Poder Executivo".

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