Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 26 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Tragédia

Edição impressa de 26/12/2018. Alterada em 26/12 às 01h00min

Drones ajudam a resgatar vítimas de tsunami na Indonésia

Equipes ainda trabalham para encontrar 154 desaparecidos

Equipes ainda trabalham para encontrar 154 desaparecidos


MOHD RASFAN/AFP/JC
Equipes de resgate na Indonésia usam drones e cães farejadores para procurar sobreviventes ao longo da devastada costa Oeste de Java, atingida por um tsunami que matou ao menos 429 pessoas. Autoridades alertaram que mais corpos devem ser encontrados à medida que equipes de emergência entram em novas áreas que foram isoladas após quedas de pontes e estradas.
Nuvens de fumaça espessas continuam saindo da ilha vulcânica Anak Krakatoa, cuja erupção em um período de maré alta no sábado causou deslizamentos submarinos e deslocou grandes massas de água, que atingiram as ilhas de Sumatra e Java. A destruição é visível ao longo de quase todo o litoral, no qual ondas de até dois metros de altura atingiram veículos, árvores e casas.
Ao menos 154 pessoas continuam desaparecidas, mais de 1,4 mil ficaram feridas e milhares de moradores tiveram que se mudar para áreas mais elevadas, diante do alerta de maré alta estendido até hoje. "Como o Anak Krakatoa tem estado ativamente em erupção nos últimos meses, tsunamis adicionais não podem ser excluídos", disse o professor Hermann Fritz, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.
Trabalhadores humanitários alertaram para os riscos de crises sanitárias, e as reservas de água e medicamentos são cada vez menores. "Muitas crianças estão doentes, têm febre, dor de cabeça, e não há água suficiente", explicou Rizal Alimin, médico da ONG Aksi Cepat Tanggap, em uma escola transformada em abrigo improvisado.
Os esforços de resgate têm sido dificultados por fortes chuvas e baixa visibilidade. Equipes militares e de voluntários usaram drones para calcular a extensão dos danos na costa. As equipes utilizam maquinário pesado, cães farejadores e câmeras especiais para detectar e retirar corpos do meio da lama, além dos destroços ao longo da área de 100 quilômetros de extensão atingida. Autoridades afirmaram que o raio de buscas deve ser expandido para o Sul.
"Há várias localidades que achávamos que não tinham sido afetadas. Mas, agora, estamos alcançando áreas mais remotas, e, de fato, há muitas vítimas nelas", disse Yusuf Latif, porta-voz da agência nacional de buscas e resgates. Após o deslizamento de terra submarino pela erupção, demorou apenas 24 minutos para que as ondas atingissem a costa, e não houve alerta precoce para quem mora na faixa costeira.
Localizada no Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, a Indonésia registrou, neste ano, o maior número de vítimas de desastres em mais de uma década. Em setembro, na cidade de Palu, na ilha de Sulawesi, um terremoto seguido de tsunami matou quase 2 mil pessoas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia