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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Edição impressa de 24/12/2018. Alterada em 24/12 às 01h00min

Representante dos EUA em coalizão contra o EI renuncia

Brett McGurk, enviado norte-americano para a coalizão de combate ao Estado Islâmico (EI), renunciou sábado ao cargo em protesto à decisão do presidente Donald Trump de retirar os cerca de 2 mil soldados dos EUA que estão na Síria. McGurk fica no cargo até o dia 31 - ele planejava sair em fevereiro. É a segunda baixa do governo Trump ligada à decisão de retirar as tropas da Síria.

Na quinta-feira, o secretário de Defesa, Jim Mattis, anunciou que deixaria o posto no final de fevereiro por considerar que suas visões sobre política externa não estavam "alinhadas" com as do republicano. Um dia antes, a Casa Branca anunciou que havia derrotado o EI na Síria e que, por isso, estava retirando os soldados que estavam no país. Na Síria, as tropas dos EUA basicamente assessoravam uma milícia de tropas árabes e curdas.

No início de dezembro, McGurk havia declarado que o grupo extremista estava longe de ser derrotado, apesar de ter perdido terreno na Síria. "Derrotar um califado físico é uma fase de uma campanha de prazo muito longo", disse. McGurk foi escolhido para o cargo em 2015 pelo presidente Barack Obama, e mantido por Trump. A retirada dos militares enfrentava oposição no Pentágono, com autoridades afirmando que representaria uma traição aos aliados curdos que combateram ao lado dos EUA no país. Eles estariam sob ameaça de uma ofensiva militar turca.

A Turquia considera as forças curdas apoiadas pelos norte-americanos um grupo terrorista, por causa de sua conexão com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Os sírios curdos, que controlam cerca de 30% do país, querem criar uma região autônoma no Nordeste da Síria.

Autoridades do Pentágono avaliam, ainda, que uma saída abrupta dos EUA poderia levar a um fortalecimento do EI. O grupo já perdeu cerca de 90% das áreas que ocupava na Síria e no Iraque. Um relatório de uma autoridade do Departamento da Defesa calcula que haveria cerca de 30 mil membros do grupo na Síria e no Iraque.

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