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Porto Alegre, terça-feira, 04 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Manifestações

Edição impressa de 04/12/2018. Alterada em 04/12 às 01h00min

Macron avalia decretar estado de emergência

Coletes amarelos protestam contra o aumento nos combustíveis

Coletes amarelos protestam contra o aumento nos combustíveis


PASCAL GUYOT/AFP/JC
O presidente da França, Emmanuel Macron, não descarta decretar estado de emergência, regime de exceção que reforça os poderes da polícia, da Justiça e do Ministério Público, devido aos protestos que há três semanas sacodem o país. A medida foi aventada no domingo, após uma reunião de seu gabinete para tentar conter a onda de violência.
A "rebelião dos coletes amarelos", como ficou conhecido o movimento, protesta contra o aumento do preço dos combustíveis, que entra em vigor em 1 de janeiro. Porém, a agenda do movimento se expandiu e, hoje, abarca reivindicações como o aumento do salário-mínimo, a diminuição da taxação das aposentadorias e a melhoria dos serviços públicos.
No sábado, os manifestantes transformaram as ruas de Paris em praça de guerra. O quebra-quebra ocorreu em meio aos mais conhecidos cartões postais da capital. Os manifestantes viraram carros, montaram barricadas, queimaram latas de lixo e quebraram vitrines de lojas e agências bancárias. Para dispersar os protestos, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água. O Arco do Triunfo foi tomado por uma nuvem de fumaça.
Imagens de TV mostraram o interior do Arco do Triunfo sendo saqueado, a estátua de Marianne, símbolo da república francesa, destruída, e pichações no lado de fora do monumento com slogans anticapitalistas e pedidos de renúncia de Macron. Os protestos já são considerados os mais violentos das últimas décadas. Um total de 136 mil pessoas participaram de manifestações em toda a França. A violência deixou 263 feridos, sendo 133 na capital, e 378 pessoas foram detidas, segundo balanço oficial divulgado no domingo.
Para piorar o quadro, Macron estava em Buenos Aires, participando da cúpula do G-20, de onde tentou demonstrar que tem o controle da situação. "Os responsáveis por essa violência querem o caos. Eles traem as causas que afirmam servir. Eles serão identificados e responsabilizados pelas suas ações na Justiça. Respeitarei sempre as contestações e a oposição, mas nunca aceitarei a violência", disse o presidente. O movimento, que começou no dia 17 de novembro, adotou como símbolo o "colete amarelo", que é uma peça usada para que os motoristas fiquem mais visíveis em caso de emergências em estradas.
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