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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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México

Edição impressa de 03/12/2018. Alterada em 03/12 às 02h42min

Obrador assume a presidência do México

Obrador é o primeiro presidente de esquerda em mais de 70 anos

Obrador é o primeiro presidente de esquerda em mais de 70 anos


ALFREDO ESTRELLA/AFP/JC
O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, fez seu juramento de posse no sábado, tornando-se o primeiro presidente de esquerda do país em mais de 70 anos. A situação marca uma virada histórica em uma nação conhecida por sua experiência de abertura de mercados e privatizações. Em seu primeiro discurso ao Congresso, Obrador prometeu "uma transição pacífica e ordenada, mas profunda e radical, porque vamos acabar com a corrupção e a impunidade que impediu o renascimento do México".
O país teve, por muito tempo, uma economia fechada, dominada pelo Estado, mas, desde que entrou no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, em 1986, assinou acordos de livre comércio mais do que quase qualquer outro país e privatizou quase todos os setores da economia, exceto petróleo e eletricidade.
Agora, porém, López Obrador faz um discurso não ouvido no México desde os anos 1960: ele quer construir mais refinarias de petróleo estatais e incentivar os mexicanos a "não comprarem no exterior, mas produzirem no México o que consumimos".
Mesmo assim, tentou enviar gestos conciliatórios aos mercados financeiros, que ficaram agitados nas últimas semanas. "Eu prometo, e sou um homem de palavra, que os investimentos de investidores estrangeiros e internacionais estarão a salvo, e vamos criar condições que lhes permitam obter bons retornos", disse. "Porque no México haverá honestidade, estado de direito, regras claras, crescimento econômico e confiança."

Novo governo estuda implantar programa de saúde com médicos cubanos

Em relação às políticas sociais, Obrador afirmou que dará preferência aos mais pobres e vulneráveis. "Para o bem de todos, os pobres vêm em primeiro lugar." Dentro desse projeto, está prestes a fechar um acordo para receber pelo menos 3 mil médicos cubanos que saíram do programa no Brasil.
Obrador tem um plano de austeridade que pretende reduzir o salário de servidores públicos, entre eles, os médicos. Os cubanos que passaram pelo Brasil, portanto, ajudariam a cobrir cortes nos gastos públicos. Os médicos cubanos devem receber um quarto de seu salário. O restante ficará com o regime. Obrador disse que o esquema atual de saúde pública no México é "insuficiente" e prometeu que, sob seu governo, os mexicanos terão acesso a um sistema semelhante ao do "Canadá, Dinamarca, Inglaterra e países nórdicos".
Lázaro Cárdenas Batel, o novo coordenador de assessores da presidência mexicana, tem sido o elo entre os representantes do regime, presidido por Miguel Díaz-Canel, e colaboradores dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O objetivo: uma adaptação mexicana do Mais Médicos, um programa que envolveu cerca de 15 mil especialistas cubanos em algumas das áreas de mais difícil acesso do Brasil.
Batel é o herdeiro de uma dinastia identificada com a esquerda no México. Tanto ele quanto seu pai, Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano, mantêm sólida amizade com os membros do PT. Também preserva relação próxima com Cuba. Os laços ficaram em destaque quando foi governador de Michoacán, em 2002. 
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