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Relações Diplomáticas

Edição impressa de 27/11/2018. Alterada em 27/11 às 01h00min

Ucrânia declara lei marcial após captura de navios pela Rússia

Embarcações vinham do Mar Negro e tentavam cruzar o Estreito de Kerch

Embarcações vinham do Mar Negro e tentavam cruzar o Estreito de Kerch


STR/AFP/JC

Parlamentares ucranianos aprovaram a declaração de lei marcial no país ontem, um dia depois de um incidente sem precedentes que levou à captura de três navios ucranianos por parte das forças navais russas. O pedido foi feito por meio de um decreto pelo presidente Petro Poroshenko. Em um pronunciamento na TV, ele disse que a medida entrará em vigor amanhã e durará 30 dias, e não 60, como havia afirmado seu Conselho de Segurança inicialmente. Segundo Poroshenko, a mudança não inclui restrições a direitos dos cidadãos nem adiar eleições previstas para o próximo ano.

No domingo, a patrulha de fronteira da Rússia capturou dois pequenos navios de guerra e um rebocador ucranianos, que vinham do Mar Negro e tentavam entrar no Mar de Azov pelo Estreito de Kerch, território compartilhado entre os dois países. Moscou, que acusa as embarcações de terem entrado ilegalmente nas águas territoriais russas da Crimeia anexada, abriu fogo contra os navios e feriu alguns tripulantes. Kiev, por sua vez, diz que as embarcações avisaram que passariam pelo local e acusa a Rússia de agressão militar. Mais cedo, nesta segunda-feira, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) condenaram o que chamaram de violação da soberania ucraniana e pediram que a Rússia liberte as embarcações e suas tripulações.

A passagem pelo Estreito de Kerch, que separa a Crimeia da Rússia continental, foi fechada no domingo. Ontem, havia sido liberada, mas Moscou tem ignorado os pedidos de países ocidentais para libertar os três navios e sua tripulação. Segundo a agência de notícias Interfax, 24 marinheiros ucranianos estão detidos e três deles se feriram, mas não estão em condição crítica.

Com as relações ainda difíceis após a anexação da península da Crimeia pela Rússia em 2014, a crise entre os dois países pode levar a um conflito mais amplo, e há sinais de que nações ocidentais podem aplicar mais sanções contra Moscou. Em um telefonema a Poroshenko, a chanceler alemã, Angela Merkel demonstrou preocupação em relação a um confronto armado e disse que "fará de tudo" para diminuir a tensão entre os dois lados. A primeira-ministra britânica, Theresa May, condenou o "ato de agressão" de Moscou e afirmou que o incidente é "mais uma evidência do comportamento desestabilizador da Rússia na região".

Moscou se defendeu por meio do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que disse que os guardas de fronteira que capturaram os navios agiram "em estrita conformidade com a lei internacional".

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