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Imigração

Edição impressa de 09/11/2018. Alterada em 09/11 às 01h00min

Número de venezuelanos que deixou o país chega a três milhões

No Brasil, entrada ocorre principalmente por Pacaraima, área de fronteira em Roraima

No Brasil, entrada ocorre principalmente por Pacaraima, área de fronteira em Roraima


MARCELO CAMARGO/ABR/JC

Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) anunciaram nesta quinta-feira que o número de refugiados e migrantes venezuelanos já chega à marca de três milhões de pessoas. Os dados foram divulgados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) e pela Organização Internacional de Migrações (OIM).

Ao final de julho, a ONU estimava que 2,3 milhões de venezuelanos já estavam fora do país. No último dia de setembro, a organização ampliou sua estimativa para 2,6 milhões - naquele momento, 5 mil pessoas por dia tomavam a estrada em direção aos países vizinhos. Atualmente, apenas na América Latina, os venezuelanos já somariam 2,4 milhões de pessoas, enquanto países como Espanha, Canadá, EUA, entre outros, teriam acolhido outros 600 mil cidadãos do país caribenho.

A maior quantidade de venezuelanos está na Colômbia, para onde se dirigiram um milhão de venezuelanos que deixaram a crise econômica, social e política do governo de Nicolás Maduro. Outros 500 mil estão no Peru; 220 mil, no Equador; 130 mil, na Argentina; e 100 mil, no Chile. O Brasil aparece apenas na sexta colocação, com 85 mil venezuelanos. A maior parte entra por Pacaraima, em Roraima, cidade que faz fronteira com o país vizinho.

"Os países na América Latina mantiveram, em grande parte, uma política de portas abertas para esses refugiados e migrantes da Venezuela. Mas sua capacidade de recepção está severamente afetada, exigindo uma resposta mais imediata e robusta da comunidade internacional, se quisermos que essa generosidade e solidariedade continuem", disse Eduardo Stein, representante especial da ONU para a crise de migração na Venezuela.

Seu alerta é claro: se países ricos não injetarem recursos em pacotes de ajuda, os governos da região podem começar a fechar as portas para o fluxo, cada vez mais intenso em algumas áreas. A ONU destaca que 94 mil venezuelanos já vivem no Panamá, além de ser uma população significativa em ilhas no Caribe. "Com os números cada vez mais em alta, as necessidades desses migrantes e das comunidades que os recebem serão cada vez mais significativas", diz Stein.

Nos dias 22 e 23 de novembro, governos da região voltarão a se reunir para avaliar a crise venezuelana. A ONU afirmou que um grupo com cerca de 40 entidades tenta dar uma resposta também à situação de Caracas. Em recente passagem por Genebra, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, negou a existência de uma crise de migração e disse que o fluxo era apenas "circunstancial".

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