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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Direitos Humanos

Edição impressa de 07/11/2018. Alterada em 07/11 às 01h00min

Estado Islâmico enterrou 12 mil cadáveres em valas comuns

Até 12 mil corpos podem ter sido jogados nesses locais entre 2014 e 2017

Até 12 mil corpos podem ter sido jogados nesses locais entre 2014 e 2017


SAFIN HAMED/AFP/JC

O Estado Islâmico (EI) deixou mais de 200 valas comuns em diversas províncias do Iraque. Uma investigação conduzida pela Organização das Nações Unidas (ONU) nas regiões reconquistadas do território revelou que até 12 mil corpos podem ter sido jogados nesses locais entre 2014 e 2017. A estimativa, porém, é de que o número de vítimas do grupo jihadista seja ainda maior e que as descobertas revelem apenas o início da dimensão da repressão conduzida pelos extremistas.

Em relatório publicado ontem, em Genebra, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos apelou para que o governo de Bagdá proteja os locais para que as famílias de milhares de desaparecidos possam começar a encontrar os restos de seus parentes. A preservação das áreas também servirá como prova dos crimes cometidos pelo EI.

Em 2014, o grupo armado tomou vastas áreas do Iraque, incluindo a segunda maior cidade do país, Mossul. Por três anos, os jihadistas atacaram residentes locais, executaram milhares de pessoas que teriam resistido ao califado e cometeram atrocidades contra minorias, além de manter mulheres como escravas sexuais. Uma coalizão liderada pelos EUA apenas conseguiu derrotá-los em dezembro de 2017.

Agora, é o rastro da destruição que começa a ser revelado. Por enquanto, apenas 10% das valas comuns encontradas em regiões como Nínive, Kirkuk, Salaheddine e al-Anbar foram investigadas. Em um total, apenas 1.258 cadáveres foram exumados. Segundo a investigação, os mortos encontrados nessas valas comuns incluem crianças, idosos, pessoas com deficiências e mulheres, além de policiais e soldados iraquianos.

Essas mortes fariam parte do que a ONU chama de "campanha de violência sistemática e generalizada". A entidade não hesita em afirmar que tais atos podem constituir "crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio".

De uma forma geral, a ONU estima que o controle dos territórios iraquianos pelos extremistas deixou mais de 33 mil mortos e 50 mil feridos ao longo de três anos. Parte dessas vítimas estaria enterrada nessas valas comuns. Há dificuldade em definir o número exato de corpos ainda existentes nessas valas. A menor delas, em Mossul, foi encontrada com apenas oito vítimas. Mas, em Khasfa, outra fossa teria mais de mil corpos.

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