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Oriente Médio

Edição impressa de 05/11/2018. Alterada em 05/11 às 16h01min

Prestes a sofrer sanções dos EUA, Irã celebra aniversário da tomada de embaixada

Trump foi alvo de críticas durante a manifestação realizada ontem

Trump foi alvo de críticas durante a manifestação realizada ontem


ATTA KENARE/AFP/JC
Milhares de iranianos saíram às ruas ontem em comemoração ao 39º aniversário da tomada da embaixada norte-americana em Teerã, apenas algumas horas antes de os Estados Unidos restabelecerem todas as sanções contra o Irã. A crise dos reféns dos EUA em 1979, após a queda do xá do Irã, aliado dos norte-americanos, durou 444 dias e só terminou em janeiro de 1981, com a libertação dos 52 diplomatas.
 No protesto, os iranianos manifestaram sua indignação contra o governo do presidente Donald Trump. "Hoje, a nação iraniana vai mostrar que o sr. Trump é muito pequeno para conseguir fazer o Irã se ajoelhar", disse o presidente do Parlamento, Ali Larijani. Em maio, o republicano retirou os EUA do acordo nuclear de 2015 com o Irã e, na última sexta-feira, anunciou que as restrições seriam retomadas hoje. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), porém, Teerã continua honrando o acordo.
"Sr. Trump! Nunca ameace o Irã, porque os gemidos de forças norte-americanas assustadas em Tabas ainda podem ser ouvidos", afirmou o general Mohammad Ali Jafari, referindo-se a uma tentativa fracassada dos EUA de resgatar os reféns, conhecida como Operação Garra de Águia.
O Irã está passando por uma crise econômica. A moeda local, o rial, é negociada a 145 mil por dólar, em comparação a 40.500 por dólar um ano atrás. No final de 2017, a situação econômica desencadeou grandes protestos contra o governo, que resultaram em quase 5 mil prisões e pelo menos 25 mortes.
"O povo iraniano está sentindo a pressão econômica na mesa de jantar, mas não vai abandonar o Islã, seus valores e a Revolução Islâmica por causa da alta dos preços", disse Jamshid Zarei, morador de Teerã que participou da manifestação.
Segundo os EUA, as sanções não têm como objetivo derrubar o governo, mas persuadi-lo a mudar radicalmente suas políticas, como o apoio a grupos militantes regionais e o desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance. No entanto, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, e o assessor de segurança nacional do presidente, John Bolton, já deram declarações públicas apoiando a derrubada do governo iraniano.
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