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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

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Estados Unidos

Edição impressa de 25/10/2018. Alterada em 25/10 às 01h00min

Hillary Clinton, Obama e CNN recebem pacotes com explosivos

Prédio da CNN em Nova Iorque foi esvaziado após suspeita de bomba

Prédio da CNN em Nova Iorque foi esvaziado após suspeita de bomba


/SPENCER PLATT/AFP/JC

Faltando menos de duas semanas para as eleições legislativas nos Estados Unidos, consideradas decisivas para o presidente republicano Donald Trump, autoridades norte-americanas interceptaram ontem pacotes contendo supostamente explosivos enviados a três democratas: o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo. O prédio da Time Warner, dona da emissora CNN, também recebeu um pacote. 

O material enviado para Obama foi encontrado no escritório do ex-presidente, em Washington, enquanto o de Hillary foi achado próximo à casa dela e do marido, o ex-presidente Bill Clinton, em Westchester, Nova Iorque. Em ambos os casos, os artefatos foram encontrados por agentes do serviço secreto que analisam a correspondência dos dois casais. Na segunda-feira, um pacote semelhante foi interceptado na casa do bilionário George Soros, de 88 anos, grande doador do Partido Democrata, em Bedford, na região de Nova Iorque.

Informações indicam que os pacotes de Soros, do casal Obama, dos Clinton e um artefato enviado ao ex-secretário da Justiça Eric Holder, que atuou no governo Obama, tinham como endereço do remetente o escritório da congressista democrata Debbie Wasserman Schultz na Flórida. O escritório dela foi evacuado ontem, após um pacote suspeito também ser encontrado.

O prédio onde fica a redação da CNN, em Nova Iorque, foi esvaziado após um artefato suspeito ser encontrado no local. No pacote, que seria endereçado a John Brennan, ex-diretor da CIA, também foi encontrado um envelope com um pó branco não identificado.

Brennan atuou na administração Obama e frequentemente é convidado pela emissora para comentar. Ele é um dos críticos ao presidente Donald Trump e teve a autorização de segurança revogada pelo republicano. A permissão garante acesso de ex-autoridades de inteligência e segurança a informações e relatórios confidenciais.

Autoridades policiais afirmam que o artefato encontrado na CNN é semelhante ao enviado para Hillary, Obama e Soros. Com base na linha do tempo e no material encontrado, eles suspeitam que o mesmo indivíduo tenha fabricado os três explosivos. Com cerca de 15 centímetros e recheado de material explosivo, o artefato da casa de Soros foi detonado pelo esquadrão antibombas.

"Os pacotes foram imediatamente identificados como possíveis explosivos durante os procedimentos rotineiros de triagem da correspondência e foram adequadamente tratados como tal", disse o comunicado do serviço secreto. "Os protegidos não receberam os pacotes, nem correram o risco de recebê-los."

Autoridades classificaram o episódio como terrorismo. O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, qualificou-o como um "ato de terror", enquanto o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, afirmou que os pacotes foram "uma tentativa terrorista, um ataque terrorista", destinado a provocar medo na população às vésperas da eleição.

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Prédio da CNN em Nova Iorque foi esvaziado após suspeita de bomba


/SPENCER PLATT/AFP/JC

Faltando menos de duas semanas para as eleições legislativas nos Estados Unidos, consideradas decisivas para o presidente republicano Donald Trump, autoridades norte-americanas interceptaram ontem pacotes contendo supostamente explosivos enviados a três democratas: o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo. O prédio da Time Warner, dona da emissora CNN, também recebeu um pacote. 

O material enviado para Obama foi encontrado no escritório do ex-presidente, em Washington, enquanto o de Hillary foi achado próximo à casa dela e do marido, o ex-presidente Bill Clinton, em Westchester, Nova Iorque. Em ambos os casos, os artefatos foram encontrados por agentes do serviço secreto que analisam a correspondência dos dois casais. Na segunda-feira, um pacote semelhante foi interceptado na casa do bilionário George Soros, de 88 anos, grande doador do Partido Democrata, em Bedford, na região de Nova Iorque.

Informações indicam que os pacotes de Soros, do casal Obama, dos Clinton e um artefato enviado ao ex-secretário da Justiça Eric Holder, que atuou no governo Obama, tinham como endereço do remetente o escritório da congressista democrata Debbie Wasserman Schultz na Flórida. O escritório dela foi evacuado ontem, após um pacote suspeito também ser encontrado.

O prédio onde fica a redação da CNN, em Nova Iorque, foi esvaziado após um artefato suspeito ser encontrado no local. No pacote, que seria endereçado a John Brennan, ex-diretor da CIA, também foi encontrado um envelope com um pó branco não identificado.

Brennan atuou na administração Obama e frequentemente é convidado pela emissora para comentar. Ele é um dos críticos ao presidente Donald Trump e teve a autorização de segurança revogada pelo republicano. A permissão garante acesso de ex-autoridades de inteligência e segurança a informações e relatórios confidenciais.

Autoridades policiais afirmam que o artefato encontrado na CNN é semelhante ao enviado para Hillary, Obama e Soros. Com base na linha do tempo e no material encontrado, eles suspeitam que o mesmo indivíduo tenha fabricado os três explosivos. Com cerca de 15 centímetros e recheado de material explosivo, o artefato da casa de Soros foi detonado pelo esquadrão antibombas.

"Os pacotes foram imediatamente identificados como possíveis explosivos durante os procedimentos rotineiros de triagem da correspondência e foram adequadamente tratados como tal", disse o comunicado do serviço secreto. "Os protegidos não receberam os pacotes, nem correram o risco de recebê-los."

Autoridades classificaram o episódio como terrorismo. O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, qualificou-o como um "ato de terror", enquanto o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, afirmou que os pacotes foram "uma tentativa terrorista, um ataque terrorista", destinado a provocar medo na população às vésperas da eleição.

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