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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de outubro de 2018.
Dia das Nações Unidas - ONU.

Jornal do Comércio

Internacional

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América Central

Edição impressa de 24/10/2018. Alterada em 24/10 às 01h00min

Acnur pede proteção urgente para imigrantes em caravana

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) apela para que os governos norte-americano, mexicano e de outros países da América Central garantam de forma urgente a segurança dos integrantes da caravana de imigrantes que se dirigem à fronteira entre os Estados Unidos e o México. A entidade também solicita que essas pessoas possam pedir asilo.
As mais de 7 mil pessoas que se juntaram à caravana, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), chegaram no fim de semana à cidade mexicana de Tapachula, após percorrerem o caminho a pé desde a fronteira da Guatemala. Elas desafiam as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de fechar a fronteira Sul do país, assim como os alertas do governo mexicano.
Na segunda-feira, Trump disse que Guatemala, Honduras e El Salvador não conseguiram impedir que as pessoas deixassem seu país e tentassem entrar ilegalmente nos EUA. Diante disso, anunciou que começará a "cortar ou a reduzir substancialmente a enorme ajuda externa dada rotineiramente a eles". Dados do governo norte-americano e de uma ONG de monitoramento, no entanto, apontam que a ajuda para países da América Central já diminuiu nos últimos dois anos: de US$ 750 milhões em 2016 para US$ 615 milhões em 2018.
Ciente da dimensão "política" da caravana e de seu impacto, a ONU insiste que o foco deve estar na proteção dos migrantes. "O Acnur gostaria de relembrar aos países ao longo da rota que essa caravana provavelmente inclui pessoas sob risco real", declarou.
"Em qualquer situação como essa, é essencial que pessoas tenham a oportunidade de solicitar asilo e suas necessidades de proteção internacional propriamente avaliadas, antes que qualquer decisão sobre um retorno ou deportação seja feita", declarou o porta-voz do Acnur Adrian Edwards. Cerca de mil integrantes da caravana já pediram asilo no México.
A organização tem mobilizado dezenas de agentes no Sul do México para lidar com a caravana, oferecer assistência técnica às autoridades e garantir registros de pedido de asilo, além de estabelecer abrigos.
 
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