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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Edição impressa de 17/10/2018. Alterada em 17/10 às 01h00min

Semana é crucial para negociações sobre o futuro do Brexit, diz Tusk

Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu soluções pragmáticas

Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu soluções pragmáticas


EMMANUEL DUNAND/AFP/JC

Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk afirmou ontem que esta semana é "crucial" para as negociações entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido sobre a saída do país do bloco, o chamado Brexit. Tusk admitiu que, menos de seis meses antes da data prevista para o Brexit, há ainda "muita incerteza", mas disse acreditar na possibilidade de um acordo nas próximas semanas, pedindo "soluções pragmáticas" e "propostas concretas" de Londres.

Na segunda-feira, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, admitiu, pela primeira vez, que um eventual fracasso nas negociações para o Brexit pode levar a um segundo referendo sobre o tema, se houver tempo hábil para sua realização. A advertência foi feita de forma velada em um pronunciamento à Câmara dos Deputados. Segundo May, a resistência da ala mais radical do Partido Conservador pode deixá-los "sem Brexit".

Entre hoje e sexta-feira, chefes de Estado e de governo dos 28 países-membros da UE se reunirão em Bruxelas para buscar um acordo, três dias após a última rodada de discussões terminar sem acerto entre as partes. O prazo final para o Brexit é março de 2019.

O principal ponto de conflito entre Londres e Bruxelas é a falta de um projeto claro para o futuro da fronteira entre a Irlanda, país-membro da UE, e a Irlanda do Norte, território britânico. Os dois lados dividem a ilha hoje sem fronteira física e sem obstáculos à livre circulação de pessoas e mercadorias. No entanto, se o Reino Unido deixar o bloco e não houver um acordo de livre-comércio, a Irlanda e a Irlanda do Norte seriam obrigadas a recriar o controle alfandegário.

Pela proposta de May, esse controle se daria por uma espécie de seguro que permitiria a livre circulação de mercadorias na ilha mesmo sem uma aduana física. No entanto, os negociadores de Bruxelas não aceitam essa solução, que julgam inverossímil, ao mesmo tempo em que rejeitam uma fronteira física.

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