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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 01h00min

ONU cobra investigação sobre morte de opositor

A Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia (UE), o senado dos EUA e o governo brasileiro cobraram investigações imediatas e independentes para determinar a causa da morte do opositor venezuelano Fernando Albán. A ONU quer uma investigação para incluir nos inquéritos conduzidos pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos que, em setembro, recebeu um mandato para apurar as violações cometidas na administração do presidente Nicolás Maduro.
O vereador foi preso acusado de participar de um suposto atentado a Maduro e, segundo o Ministério Público da Venezuela, suicidou-se na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Os procuradores garantem que uma investigação foi aberta, mas seu partido, o Primeiro Justiça (PJ), insiste que o opositor foi assassinado. "O cidadão pediu para ir ao banheiro e, estando lá, se jogou do décimo andar", disse o procurador-geral, Tarek Saab. O Ministro do Interior, Néstor Reverol, escreveu, em sua conta no Twitter, que Albán estava na sala de espera da sede do Sebin e se lançou por uma das janelas.
A versão não convenceu a ONU. "Há muita especulação sobre o que aconteceu, se ele se suicidou, se foi jogado, se foi maltratado", ressaltou Ravina Sahmadasani, porta-voz do escritório para Direitos Humanos. "Existe muita especulação, e é por isso que precisamos de uma investigação independente e transparente para esclarecer as circunstâncias de sua morte."
De acordo com Ravina, a investigação ocorrerá no âmbito de apurações mais amplas. "O Conselho de Direitos Humanos deu o mandato ao nosso escritório para produzir relatórios sobre a Venezuela e vamos olhar para esse caso." A resolução foi aprovada mesmo depois de uma forte ofensiva do governo da Venezuela para tentar impedir sua votação. A ONU, porém, insiste que continua aberta ao diálogo com o governo de Maduro e reforçou o pedido de permissão para que seus funcionários possam entrar no país para apurar as denúncias de abusos.
Vereador do município de Libertador, em Caracas, Albán foi detido há uma semana, acusado de participar de uma explosão de drones enquanto Maduro discursava durante uma parada militar em 4 de agosto. O presidente denunciou o caso como um "magnicídio frustrado" e responsabilizou como autor intelectual o deputado Julio Borges, exilado na Colômbia.
 
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