Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 09 de outubro de 2018.
Dia Mundial dos Correios.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Ásia

Edição impressa de 09/10/2018. Alterada em 09/10 às 01h00min

China acusa ex-chefe da Interpol de deslealdade política

O governo chinês está investigando o ex-presidente da Interpol Meng Hongwei - ele renunciou domingo - por suborno e outros crimes, segundo informou Pequim ontem, em nota. Ele está desaparecido desde 28 de setembro, quando desembarcou na China, denunciou sua esposa Grace Meng, na sexta-feira. Ao chegar ao país, vindo da cidade francesa de Lyon, onde fica a sede da Interpol, ele foi detido por uma agência anticorrupção do Partido Comunista Chinês (PCC).

Dezenas de autoridades chinesas desapareceram temporariamente nos últimos anos como parte de uma campanha anticorrupção da China, com alguns sendo libertados mais tarde sem explicação e outros condenados a longas penas de prisão.

Em 2016, Meng, de 64 anos, tornou-se o primeiro cidadão chinês a servir como presidente da Interpol, após uma campanha da China entre os 192 países membros da organização policial. Sua nomeação provocou protestos de grupos de direitos humanos preocupados que ele tentasse usar a Interpol para caçar críticos do governo chinês. Ele simultaneamente serve como vice-ministro do Ministério de Segurança Pública da China e pode estar em apuros não só por corrupção, mas também por transgressões políticas.

O caso de Meng é apenas o mais recente de uma série de detenções e repressão a funcionários de alto escalão realizada pelo PCC, sob a justificativa de combate à corrupção e deslealdade ao partido. A questão também coloca em destaque o aumento das detenções secretas e extralegais na China de dissidentes do partido ou funcionários supostamente corruptos sob o governo do presidente do país, Xi Jinping.

Ontem, o ministro da Segurança Pública da China, Zhao Lehzi, presidiu uma reunião para discutir o caso de Meng. "Devemos reconhecer profundamente o dano sério que a tomada de subornos e supostas violações da lei de Meng Hongwei causaram ao partido e à segurança pública, e aprendermos profundamente com essa lição", informou um comunicado.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia