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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de outubro de 2018.
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Internacional

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Estados Unidos

Edição impressa de 08/10/2018. Alterada em 08/10 às 01h00min

Suprema Corte norte-americana aprova Brett Kavanaugh

Com a nomeação de Kavanaugh, corte terá maioria conservadora

Com a nomeação de Kavanaugh, corte terá maioria conservadora


/SAUL LOEB/AFP/JC
O juiz conservador Brett Kavanaugh foi confirmado para a Suprema Corte dos Estados Unidos no sábado, encerrando um processo de confirmação que durou mais de um mês. O resultado representa uma vitória para o presidente Donald Trump, que o indicou para o cargo, a um mês das eleições legislativas de novembro.
A vitória já era esperada desde sexta-feira, quando um grupo de senadores indecisos declarou que votaria a favor do magistrado. A sessão começou por volta das 16h3min (horário de Brasília), em meio a protestos de centenas de manifestantes contra Kavanaugh do lado de fora do Capitólio. Dentro da galeria do Senado, mais de dez manifestantes foram retirados pela polícia. Gritavam "vergonha!" e "mulheres norte-americanas merecem o melhor!". Foram 50 votos a favor e 48 contra.
Os senadores democratas Elizabeth Warren - cotada para concorrer à presidência em 2020 - e Ed Markey, ambos representantes do estado de Massachusetts, participaram do ato e urgiram o público a votar nas eleições de novembro. O partido da oposição, hoje minoria no Senado e na Câmara, espera ganhar a maioria no legislativo.
"Nos lembraremos em novembro", disse Markey, brado recorrente nos protestos realizados nos últimos dias contra o juiz. Na quinta-feira, um outro protesto organizado pela ACLU (União Americana de Liberdades Civis, na sigla em inglês), reuniu milhares de pessoas na capital Washington.
Denúncias de abuso sexual, protestos e um artigo de opinião no The New York Times assinado por mais de 2 mil professores de direito contra Kavanaugh não foram capazes de fazer os senadores do partido de Trump mudarem de ideia. Três mulheres o acusam de ter cometido abusos sexuais na juventude: Christine Blasey Ford, Deborah Ramirez e Julie Swetnick.
A partir de agora, a Suprema Corte terá quatro juízes progressistas e cinco conservadores. A última vez que a corte foi conservadora desse jeito foi na década de 1930, segundo Sean Gailmard, professor de Ciências Políticas da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Críticos do juiz acreditam que ele poderia contribuir para reverter alguns direitos, como a legalização do aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e o sistema de saúde.
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