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Jornal do Comércio

Internacional

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Espionagem

Edição impressa de 05/10/2018. Alterada em 05/10 às 01h00min

Holanda, Reino Unido e EUA acusam Rússia por ciberataques

Segundo a ministra Ank Bijleveld (c), quatro agentes foram expulsos

Segundo a ministra Ank Bijleveld (c), quatro agentes foram expulsos


BART MAAT/ANP/AFP/JC
O serviço de inteligência da Holanda afirmou ter frustrado um ciberataque russo contra a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), com sede em Haia, e expulsado quatro agentes russos, anunciou nesta quinta-feira a ministra da Defesa, Ank Bijleveld. Já o Departamento de Justiça dos EUA acusou sete membros da agência de inteligência militar russa (GRU) por ciberataques globais.
A ministra holandesa afirmou, em entrevista coletiva, que um laptop pertencente a um dos agentes tinha conexões com Brasil, Suíça e Malásia. Em relação a esse último país, o conteúdo era relacionado com a investigação do voo MH17 da companhia Malaysia Airlines, derrubado por um míssil em 2014 no Leste da Ucrânia.
Segundo relatório da inteligência holandesa, os quatro russos chegaram à Holanda no dia 10 de abril, foram presos com equipamentos de espionagem em um hotel próximo à sede da Opaq, em 13 de abril, e então expulsos do país. O ataque foi impedido com ajuda do Reino Unido.
Na ocasião, a organização trabalhava na identificação da substância usada para envenenar o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Iulia, em Salisbury, na Inglaterra. O plano deles, segundo a Holanda, era viajar para Spiez, na Suíça, onde um laboratório analisa amostras enviadas pela Opaq.
O comandante do serviço de inteligência holandês, general Onno Eichelsheim, afirmou que os quatro espiões desembarcaram no aeroporto Schiphol, em Amsterdã, com passaportes diplomáticos russos. "Tentavam executar uma operação a curta distância", explicou. No porta-malas do veículo estavam, em particular, equipamentos destinados a interceptar o Wi-Fi da Opaq, assim como os códigos de acesso da organização. Uma antena também estava escondida no carro.
Nos EUA, a GRU foi acusada de atacar pessoas que apoiaram a proibição a atletas russos em competições internacionais ou que condenaram o programa de doping apoiado pelo Kremlin. Os russos também teriam tentado atacar uma companhia de energia nuclear com base na Pensilvânia.
Também nesta quinta-feira, o Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC) do Reino Unido afirmou que a GRU usou uma rede de hackers para atingir governos de vários países. Segundo o NCSC, o Kremlin foi responsável pelo roubo de e-mails de uma TV britânica, em 2015; pela invasão do sistema do Comitê Nacional Democrata, nos EUA, em 2016; pelo ataque BadRabbit, que atingiu sistemas na Ucrânia e no Banco Central russo; e pelo ataque contra a agência mundial antidoping em 2017, com o roubo e o vazamento de arquivos médicos confidenciais de atletas. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, qualificou todas a acusações como "grandes fantasias".
 
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