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Porto Alegre, terça-feira, 25 de setembro de 2018.
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Internacional

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Relações Internacionais

Edição impressa de 25/09/2018. Alterada em 25/09 às 01h00min

Rússia promete defesa antiaérea à Síria e entra em colisão com Israel

Anúncio do ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu (d) gerou reação de Netanyahu

Anúncio do ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu (d) gerou reação de Netanyahu


ALEXEY NIKOLSKY/AFP/JC

A Rússia anunciou que irá entregar, nas próximas duas semanas, sistemas antiaéreos avançados à Síria, colocando-se em uma rota de conflito com Israel. O premiê Benjamin Netanyahu conversou com o presidente Vladimir Putin, alertando que a segurança do Oriente Médio corre risco com a decisão. O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, criticou o que chamou de "escalada significativa" por parte dos russos.

Segundo o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, Moscou não pode tolerar mais episódios como a derrubada de um avião de patrulha Il-20, ocorrida na segunda-feira da semana passada e que matou 15 militares do país. O Il-20 foi abatido por um míssil antiaéreo sírio, mas o Kremlin culpa a atividade de caças-bombardeiros israelenses na região por ter atraído o avião à linha do fogo amigo. Inicialmente, a crise parecia ultrapassada. Putin considerou o episódio um acidente, e o chefe da Força Aérea israelense foi a Moscou se explicar. Mas tudo mudou após a declaração de Shoigu.

Analistas apontam duas possibilidades em relação à fala do ministro de Defesa russo: ou o Kremlin está fazendo apenas uma ameaça para pressionar Israel a reduzir sua atividade contra o regime de Bashar al-Assad, ou, de fato, vai dar instrumentos para que os sírios efetivamente possam proteger seus ativos militares. Se for em frente, a Rússia entregará sistemas S-300, que têm um raio de ação de 300 quilômetros. Os russos já operam o sistema e seu irmão mais avançado, o S-400, na sua base no país árabe, mas até aqui era algo restrito à proteção de seus homens e equipamentos.

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