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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Rússia

Edição impressa de 19/09/2018. Alterada em 19/09 às 01h00min

Médico que trata ativista do Pussy Riot crê em envenenamento

O ativista do grupo anti-Kremlin Pussy Riot, transferido no domingo para a Alemanha, após ser internado em Moscou, provavelmente foi envenenado com uma substância que afetou seu sistema nervoso, afirmou, nesta terça-feira, um de seus médicos em Berlim.
Pyotr Verzilov, de 30 anos, foi um dos ativistas que invadiram o campo durante a final da Copa do Mundo na Rússia, em julho. Ele foi internado após perder a visão, a fala e os movimentos. "É altamente provável que tenha sido envenenado", afirmou o médico Kai-Uwe Eckardt, do Hospital Charité.
Verzilov já não enfrenta risco de morte, está consciente e consegue falar, mas ainda precisa de cuidados intensivos. "Ele estava sofrendo de uma síndrome anticolinérgica, uma situação em que a passagem de certos neurotransmissores é bloqueada. O início súbito dessa condição é um forte indicativo de envenenamento", ressaltou. A substância que teria sido usada não foi identificada.
"Parto do princípio de que foi vítima de um ato de intimidação, incluindo uma tentativa de assassinato por envenenamento", declarou ao tabloide alemão Bild sua mulher, Nadezhda Tolokonnikova. "Ninguém que esteja participando de atividades políticas na Rússia hoje está realmente seguro", acrescentou.
Na Rússia, Verzilov é editor do Mediazona, site de notícias que revela violações de direitos humanos dentro do sistema penal do país.
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