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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de setembro de 2018.
Dia do Transportador Rodoviário de Carga.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Edição impressa de 17/09/2018. Alterada em 17/09 às 01h00min

Grupo de Lima é contra ação militar

O Brasil e mais dez países latino-americanos integrantes do Grupo de Lima - estabelecido em agosto com o objetivo de encontrar uma saída pacífica para a crise na Venezuela - rechaçaram, no sábado, em nota conjunta, qualquer ação ou declaração que "implique uma intervenção militar ou o exercício da violência, da ameaça ou do uso da força na Venezuela".
A nota foi divulgada horas depois de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmar que, "com respeito a uma intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, não devemos descartar nenhuma opção". Apesar de ser um duro crítico do governo venezuelano, Almagro não havia, até então, avançado para a hipótese militar.
O governo dos Estados Unidos vem pressionando os países da região a seguir por essa linha. Em setembro do ano passado, no período em que ocorreu a assembleia geral das Nações Unidas em Nova Iorque, o presidente Donald Trump recebeu um grupo de mandatários da região. O presidente brasileiro Michel Temer era um dos convidados.
Segundo um dos presentes, Trump perguntou se eles tinham certeza de que não queriam uma "solução militar" para a Venezuela. A proposta foi rejeitada por todos. Foi dito a ele que a hipótese estava fora de cogitação. Eram convidados o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos; o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela; e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti.
Na nota divulgada sábado, o Grupo de Lima reafirmou seu compromisso de contribuir para a volta da democracia naquele país com iniciativas no âmbito do direito internacional. Assinam a nota Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.
 
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