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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de agosto de 2018.
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América do Sul

Edição impressa de 24/08/2018. Alterada em 24/08 às 01h00min

ONU apela a potências para que ajudem com fluxo de venezuelanos

Refugiados dormem à beira de uma estrada no Equador

Refugiados dormem à beira de uma estrada no Equador


/LUIS ROBAYO/AFP/JC
As principais agências da Organização das Nações Unidas (ONU) apelam para que grandes potências mundiais passem a ajudar na crise de refugiados venezuelanos, em uma clara indicação de que os países sul-americanos já não estão dando conta do fluxo. O êxodo, segundo a entidade, é um dos maiores da história da América Latina e pode chegar a 2,3 milhões de venezuelanos. 
O que as entidades querem é que países de fora da América do Sul se apresentem como possíveis locais para relocação desses refugiados, o que permitiria desafogar parte dos países de fronteira com a Venezuela. Negociações estão ocorrendo nos bastidores com governos europeus e norte-americanos para buscar abrigos para essas pessoas, da mesma forma que ocorreu com os refugiados sírios que se acumulavam no Líbano, na Jordânia e na Turquia. Além disso, as entidades solicitam um socorro financeiro, diante da pressão que o fluxo está causando para os países sul-americanos em termos de gastos públicos.
Em um comunicado emitido em Genebra nesta quinta-feira, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados e a Organização Internacional de Migrações solicitaram um "maior apoio por parte da comunidade internacional aos países e comunidades na região recebendo um número cada vez maior de refugiados e migrantes da Venezuela".
A estimativa das entidades é ainda de que esse fluxo pode ganhar força nos próximos meses, colocando locais de fronteira e cidades inteiras sob intensa pressão social, como já ocorreu no último fim de semana em Pacaraima, no estado de Roraima, onde venezuelanos tiveram pertences queimados e foram expulsos. 
No comunicado assinado pelo chefe dos dois órgãos da ONU, Filippo Grandi e William Lacy Swing, as entidades reconhecem os esforços feitos por Brasil, Colômbia, Peru, Equador e outros no recebimento dos refugiados. Mas admitem que estão "preocupados" com recentes políticas adotadas na região "afetando refugiados e migrantes da Venezuela".
Há especial preocupação com as populações mais vulneráveis, como adolescentes, mulheres e crianças que cruzam as fronteiras sozinhas, ou pessoas que estejam tentando encontrar suas famílias. Muitos deles podem não ter os documentos necessários para atender aos pedidos das autoridades e acabam em situações de risco, exploração, tráfico e violência.
 
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