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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de agosto de 2018.
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América do Sul

Edição impressa de 16/08/2018. Alterada em 16/08 às 01h00min

Abdo assume a presidência do Paraguai

Em juramento, novo mandatário prometeu combater a impunidade

Em juramento, novo mandatário prometeu combater a impunidade


NORBERTO DUARTE/AFP/JC
Folhapress
O novo presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, de 46 anos, tomou posse ontem, devolvendo o poder para a ala tradicional do Partido Colorado. Apesar de seu antecessor, Horacio Cartes, ter a mesma filiação, ambos pertencem a alas distintas da legenda. Na cerimônia, estavam presentes o presidente Michel Temer e outros mandatários da região, como Mauricio Macri (Argentina), Evo Morales (Bolívia) e Iván Duque (Colômbia).
Em seu juramento, Abdo ratificou o compromisso de combater a impunidade com base em uma Justiça independente. Segundo ele, haverá abertura para a diversidade e a proposição de ideias distintas.
"Dou boas-vindas ao dissenso, porque o dissenso nos enriquecerá como nação. Vamos abrir as portas para o valor de cada ideia, para a diversidade de pensamentos de cada setor e encontros, pontos comuns que unirão para avançarmos", afirmou. "Prometemos um Paraguai para as pessoas. Um Paraguai onde o cidadão seja o principal motor de transformação carregada de amor à pátria, ao próximo e às ideias. Um Paraguai que seja mais inclusivo, com reconciliação das instituições e da gestão do governo com o povo. Teremos a oportunidade e a obrigação de recuperar essa confiança das pessoas."
A polarização que vive o Paraguai neste momento é mais a do próprio partido governista do que uma divisão entre polos distintos, ainda que o candidato derrotado nas eleições, Efraín Alegre, alegue que houve fraude e, até agora, não tenha aceitado os resultados. A ala dos "cartistas", como são chamados os "novos colorados", se refere aos afiliados depois ou junto a Cartes. Já os da ala "abdista" são minoritários, mas representam a ala tradicional, de linha conservadora. O pai de Marito, como é chamado o novo presidente, foi secretário pessoal do ditador Alfredo Stroessner, que governou de 1954 a 1989. No Senado, por exemplo, composto de 45 postos, 17 são de colorados "cartistas" e 15 de "abdistas".
Enquanto Cartes quis abraçar uma renovação liberal do partido, Abdo prefere um pacote de medidas de linha-dura na segurança e conservadora em direitos individuais. Se o ex-presidente tem alianças fortes com a maior parte do empresariado do país, seu sucessor guarda vínculo mais intenso com os representantes do agronegócio e da ala mais tradicional do sistema político.
Cartes afirmou recentemente que tem intenções de continuar na política, ainda que apenas liderando de fora seu bloco no Parlamento. Ele havia tentado renunciar para assumir um cargo de senador regular, para o qual foi eleito, mas o Congresso não aceitou essa renúncia, e ele será um senador honorário, título entregue a ex-presidentes, mas sem função política.
Sobre as relações internacionais, Abdo declarou ser pró-Mercosul, mas herdará alguns problemas com países da região. Com o Brasil, o principal problema é o do contrabando nas fronteiras. Apesar de ter anunciado medidas e feito espetáculos midiáticos das apreensões, Cartes administra as principais empresas de tabaco que são responsáveis pela produção de cigarros contrabandeados em grandes quantidades, em primeiro lugar para o Brasil, mas também para a Colômbia e para o México.
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