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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Edição impressa de 06/08/2018. Alterada em 06/08 às 01h00min

Grupo desconhecido reivindica autoria de atentado contra Maduro

Episódio ocorreu no sábado, perto do local onde o mandatário discursava

Episódio ocorreu no sábado, perto do local onde o mandatário discursava


JUAN BARRETO/AFP/JC
Folhapress
Um grupo desconhecido autointitulado Movimento Nacional de Soldados de Flanelas reivindicou a responsabilidade pela autoria do suposto atentado com drones contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamando o episódio de Operação Fênix. Em uma conta nas redes sociais, o grupo divulgou fotos e vídeos do momento do incidente, ocorrido nas redondezas do local onde Maduro fazia discurso pelos 81 anos da Guarda Nacional, em Caracas, no sábado. Sete soldados ficaram feridos.
"Assim nós zombamos de uma ditadura boa para matar o povo de fome, mas covarde quando chega a hora", escreveu o grupo junto a um vídeo dos soldados em fuga no momento de uma explosão. "Franco-atiradores derrubaram os drones antes de chegarem ao alvo. Demonstramos que são vulneráveis. Não conseguimos, mas é questão de tempo."
Os Soldados de Flanelas se dizem um conjunto de "militares e civis patriotas, leais ao povo da Venezuela, baseados em argumentos leais e constitucionais", e afirmam ter respaldo de "oficiais, suboficiais, classes e soldados" que estariam "dispostos a oferecer suas vidas". Eles acusam o governo Maduro de "desconhecer o conteúdo da Constituição", motivo pelo qual o grupo "decidiu empreender uma luta para restabelecer sua efetiva vigência".
Colômbia e Estados Unidos negaram qualquer envolvimento no episódio após o mandatário acusar Bogotá, Washington e grupos extremistas tanto do exterior como de seu próprio país de tentarem assassiná-lo. "É claramente um desespero da direita por causa das medidas econômicas que estamos implantando", disse Maduro. Na semana passada, o governo detalhou um plano de reconversão monetária. A medida prevê a eliminação de cinco zeros do bolívar a partir de 20 de agosto e a retirada de restrições de operações cambiais para atacar a inflação galopante.
A Casa Branca não demorou para responder às acusações. "Posso dizer sem equívoco que o governo dos EUA não está envolvido", disse John Bolton, conselheiro nacional de Segurança. "Se o governo da Venezuela tem informações que demonstram violação de leis e quer apresentar aos EUA, vamos analisar seriamente", acrescentou ele, sugerindo, ainda, que o atentado possa ter sido uma armação de Caracas. "Poderia ser muitas coisas, incluindo um pretexto armado por Maduro."
A Colômbia também se manifestou. "Resultam absurdas e carecem de todo fundamento as acusações de que o governo colombiano seria o responsável pelo suposto ataque contra o presidente Maduro", afirma um comunicado oficial de Bogotá.
A oposição venezuelana acusa Maduro de se aproveitar do episódio para intensificar sua repressão política. Segundo opositores, incidentes como esse já foram usados como motivo para ações contra críticos do regime.
A Venezuela afirma que prendeu seis suspeitos de terem cometido os atos. Um deles tinha um pedido de detenção por um ataque em 2016 contra uma base militar. Outro havia sido detido em 2014 por participar de protestos anti-Maduro, afirmou o ministro do Interior, Nestor Reverol.
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