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Porto Alegre, sexta-feira, 03 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Edição impressa de 03/08/2018. Alterada em 03/08 às 01h00min

Maduro se considera responsável por crise econômica da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ter responsabilidade no que considerou o fracasso no modelo econômico adotado no país, que enfrenta hiperinflação e quatro anos de recessão. "Chega de choramingar, temos que produzir com agressão ou sem agressão, com bloqueios ou sem bloqueios, para fazer da Venezuela uma potência. Zero lamentos, o que quero são soluções", afirmou o mandatário no congresso do Partido Socialista Unido.
A situação no país vem se deteriorando desde o fim dos 14 anos de governo de Hugo Chávez, morto em 2013, em que os controles de preços e do câmbio e as expropriações haviam diminuído a produção industrial e a agropecuária. Devido a isso, o governo usava as divisas do petróleo, que perfaz mais de 90% das exportações, para comprar produtos básicos. A situação, porém, começou a se tornar insustentável em 2015, dois anos após a posse de Maduro, quando os preços da commodity começaram a cair bruscamente.
Na época, diante do aumento da escassez de alimentos e remédios, o mandatário afirmou, pela primeira vez, que o país era vítima de uma guerra econômica e lançou um decreto de emergência para tomar medidas no setor. Em vez de abrir a economia, reforçou o controle estatal sobre os setores produtivos e de abastecimento, alguns deles geridos por militares, como os Comitês Locais de Abastecimento e Produção, programa de alimentos subsidiados dos quais depende a maioria da população.
Desde 2017, o regime também passou para os militares o controle da petroleira estatal PDVSA, cujos títulos foram alvo das sanções econômicas dos EUA, assim como os papéis da dívida pública. No mesmo ano, Maduro havia afirmado que seria necessário um novo modelo que superasse a dependência do petróleo. Até o momento, porém, não houve mudanças.
Ao mesmo tempo, a produção de petróleo vem caindo - de uma média de 2,4 milhões de barris diários, em 2015, para 1,5 milhão em junho passado. A deterioração da PDVSA ganhou uma nova fase no sábado, quando Maduro anunciou o que chamou de racionalização da distribuição de gasolina, a mais barata do mundo, hoje vendida por 6 bolívares (R$ 0,000001).
Na terça-feira, ele revelou que o governo venderá mais barato a gasolina para quem recadastrar seu veículo tiver a chamada Carteira da Pátria. O documento vem sendo exigido para a compra de alimentos e programas sociais, e é considerado, pela oposição, um método de cabresto.
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