Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 01 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Argentina

Edição impressa de 01/08/2018. Alterada em 01/08 às 01h00min

Votação sobre o aborto leva religiosos às ruas da Argentina

Grupos têm se reunido em frente à residência presidencial para pressionar Macri

Grupos têm se reunido em frente à residência presidencial para pressionar Macri


EITAN ABRAMOVICH/AFP/JC
Prevista para 8 de agosto, a votação decisiva no Senado argentino sobre a legalização do aborto deve levar milhares de católicos e evangélicos às ruas. Grupos religiosos deram início, nesta semana, a uma maratona de manifestações pelo país contra a iniciativa aprovada em junho na Câmara, por 129 votos contra 125.
Na segunda-feira, ONGs e movimentos religiosos se reuniram em frente à residência presidencial de Olivos, em Buenos Aires, para pedir ao presidente Mauricio Macri que, caso o Senado dê sinal verde à proposta, ela seja vetada.
Em recente comunicado oficial, a Conferência Episcopal Argentina (CEA) defendeu a realização de marchas contra o projeto. "Como dissemos em outras oportunidades, apoiamos e promovemos as manifestações de todos os que queiram se expressar publicamente como cidadãos responsáveis a favor do respeito à vida", disse a CEA, que reúne mais de 100 bispos.
Em um clima de crescente tensão, o governo reforçou a segurança na residência presidencial. Tanto Macri como funcionários de peso de seu governo, entre eles o chefe de gabinete Marcos Peña, já anteciparam que o chefe de Estado não vetará uma eventual legalização do aborto. O presidente não confirmou sua posição, ao contrário da maioria de seus ministros e colaboradores, e decidiu não interferir na decisão do Congresso.
O governo, como o país, está dividido. Importantes membros do Executivo e aliados de Macri, entre eles a vice-presidente Gabriela Michetti, são contra o aborto legal. O conflito com a Igreja se aprofundou e, segundo o jornalista Sergio Rubin, que há várias décadas cobre o mundo eclesiástico no jornal Clarín, uma eventual aprovação da legalização do aborto "não será positiva" para o relacionamento entre o presidente e o Papa Francisco. "Está claro que o Papa não está feliz com essa situação, mas deixou as ações na Argentina nas mãos da CEA. Se o aborto for legalizado em seu próprio país, isso claramente vai lhe criar problemas dentro do Vaticano."
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia