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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Oriente Médio

Edição impressa de 23/07/2018. Alterada em 23/07 às 01h00min

Capacetes Brancos são resgatados na Síria por Israel

As Forças Armadas israelenses em coordenação com seus aliados norte-americanos e europeus evacuaram centenas de trabalhadores de resgate sírios conhecidos como Capacetes Brancos da região de fronteira do país com a Síria, em uma operação complexa e inédita. Os resgatados, cercados de um lado por tropas hostis da Síria e do outro por militantes afiliados com o Estado Islâmico, foram transportados para a Jordânia, de onde devem ser reassentados para a Europa e o Canadá.
O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, disse que 422 voluntários dos Capacetes Brancos foram evacuados, em vez dos 800 inicialmente planejados. As Forças Armadas de Israel informaram que a operação durante a noite foi "um gesto humanitário excepcional" a pedido dos EUA e dos aliados europeus devido a uma "ameaça imediata contra as vidas (sírias)".
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou uma declaração em vídeo dizendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, o premiê do Canadá, Justin Trudeau, e outros pediram que ele ajudasse a evacuar o grupo. "Estas são pessoas que salvaram vidas e cujas vidas estão agora em perigo. Autorizei trazê-los através de Israel para outros países como um importante gesto humanitário", disse.
O Reino Unido apontou que a operação foi possível devido aos esforços diplomáticos conjuntos, saudando os esforços dos Capacetes Brancos para salvar vidas em áreas controladas pela oposição ao governo sírio. Jeremy Hunt, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, comemorou a evacuação no Twitter. Os Capacetes Brancos, segundo ele, "são os mais corajosos entre os corajosos e, em uma situação desesperadora, é pelo menos um raio de esperança".
Os Capacetes Brancos e suas famílias ficaram presos ao longo da fronteira com as colinas de Golã, ocupadas por Israel, após a ofensiva do governo sírio na região, que começou em junho. Devido ao seu trabalho nas áreas da oposição, onde eram quase exclusivamente os únicos a oferecer serviços de resgate em face dos avanços militares do governo, foram considerados o inimigo público número um.
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