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Jornal do Comércio

Internacional

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Tailândia

Notícia da edição impressa de 04/07/2018. Alterada em 04/07 às 01h00min

Resgate de meninos presos dentro de caverna pode levar meses

Familiares receberam fotos dos jovens isolados

Familiares receberam fotos dos jovens isolados


LILLIAN SUWANRUMPHA/AFP/JC

Após serem encontrados vivos, isolados em uma caverna inundada depois de ficar dez dias desaparecidos, 12 meninos de uma equipe de futebol e seu técnico ainda não sabem quando irão deixar o lugar, na província de Chiang Rai, na Tailândia. Os adolescentes, com idades entre 11 e 16 anos, e o técnico, com 25 anos, desapareceram no dia 23 de junho, quando entraram na caverna Tham Luang Nang Non e ficaram presos por uma enchente que inundou parcialmente o local. O resgate pode levar meses.

Uma busca desesperada se iniciou e atraiu atenção internacional. Especialistas em resgate de cavernas em todo o mundo estão reunidos no local. Entre os grupos estão equipes de australianos, norte-americanos, britânicos e chineses. "Essas são condições desafiadoras, e há muita consideração pela segurança, assim como a maneira como o ambiente externo está afetando o ambiente interno", disse a capitã da Força Aérea dos Estados Unidos, Jessia Tait. Ela faz parte de uma equipe de 30 militares norte-americanos.

A caverna se estende sob uma montanha por até dez quilômetros. Grande parte da estrutura é composta por passagens estreitas que levam a câmaras amplas e, em seguida, mais passagens estreitas. O solo rochoso e lamacento muda a elevação do caminho. Segundo o Conselho Britânico de Resgate em Cavernas, que tem membros envolvidos na operação de resgate, as estimativas são de que o grupo está a cerca de dois quilômetros da entrada da caverna e entre 800 metros e um quilômetro abaixo da superfície. Há outras estimativas que colocam as crianças a cerca de quatro quilômetros caverna adentro.

Encontrar os 12 meninos e o treinador levou dez dias, em parte por causa da dificuldade de locomoção na caverna. O local inunda durante a estação chuvosa da Tailândia, e mesmo os mergulhadores de elite da Marinha tailandesa tiveram dificuldade para atravessar a água lamacenta, as correntes e as passagens estreitas.

As autoridades disseram que estão comprometidas com a segurança no planejamento para retirar os meninos, que não parecem precisar de atendimento médico urgente. O governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osatanakorn, disse que os trabalhos para encontrar o grupo foram extensos e não serão perdidos. Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Resgate em Cavernas dos EUA, Anmar Mirza, a principal decisão, agora, é entre tentar retirar os garotos ou mantê-los no local até que as águas baixem.

Manter o grupo no local é, possivelmente, a opção mais segura e envolveria levar comida e outros suprimentos, além de esperar que os níveis de água diminuam naturalmente ou pelo bombeamento de água, ou até que as equipes possam encontrar ou criar uma saída diferente. Isso pode levar dias, semanas ou meses, uma vez que a estação chuvosa costuma durar até outubro. A Marinha realiza a retirada de água aos poucos, envia equipes com alimentos líquidos de alta proteína para o grupo e verifica a estrutura do local onde estão, para garantir que seja seguro.

O mergulho seria o método de retirada mais rápido, mas, provavelmente, o mais perigoso. Especialistas precisaram de dias para alcançar o grupo. A retirada dos meninos poderia ocorrer de maneira mais rápida com a instalação de linhas de mergulho, tanques de oxigênio extra deixados pelo caminho e bastões de iluminação para facilitar a visão. Ainda assim, o Conselho Britânico de Resgate em Cavernas apontou que qualquer tentativa de mergulhar os garotos e o treinador não será feita com tranquilidade. "Há desafios técnicos e riscos significativos a serem considerados", disse a organização.

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