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méxico

01/07/2018 - 22h01min. Alterada em 01/07 às 22h02min

Votação para presidente no México tem fila longa e clima de tranquilidade

Folhapress
Em um domingo de sol, em que a temperatura chegou aos 28 graus, os mexicanos saíram às ruas em grandes quantidades para votar para presidente. Havia filas grandes em alguns postos, principalmente no interior do país. Na capital, a votação podia ser considerada bem mais rápida.
A disputa definiria também um novo Congresso, câmaras regionais, mais de 1.600 prefeituras e nove dos 32 governadores, entre eles o cargo de chefe de governo da Cidade do México, que tem status de estado -pesquisa apontam a capital terá pela primeira vez uma chefe mulher: Claudia Sheinbaun.
Com tantos postos em disputa, alguns eleitores demoravam até dez minutos para preencher todos as cédulas. No México, o voto é obrigatório, embora não exista penalidade para quem não compareça -89 milhões de pessoas estavam aptas a votar.
Em alguns lugares do país, e na própria capital, houve interrupções de até uma hora em algumas cabines, por falta de boletos de algum dos pleitos, o que gerou reclamação de eleitores.
No geral, porém, o INE (órgão eleitoral oficial) afirmou que a votação transcorreu com tranquilidade. O fechamento das urnas seria às 18h locais (20h de Brasília), e o primeiro resultado parcial oficial, às 23h (1h de Brasília).
O domingo de sol levou as pessoas aos parques e aos bares com telões que mostravam as duas partidas do dia da Copa do Mundo, entre Rússia e Espanha e depois entre Dinamarca e Croácia.
O presidente Enrique Peña Nieto votou por volta das 13h (15h no Brasil), num centro de votação próximo à residência oficial de Los Pinos. Esteve acompanhado de sua mulher, a atriz Angélica Rivera, e os seis filhos de ambos.
"Estou seguro de que será uma jornada histórica para o país, porque se trata da maior eleição que o México já teve em sua história, em termos de cargos e de número de votantes."
Favorito disparado segundo as pesquisas, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador votou pela manhã e foi muito assediado pela imprensa e por apoiadores. "Hoje o México vai decidir se quer uma mudança ou se prefere continuar com o mesmo tipo de governante."
Já o segundo colocado nas pesquisas, o centrista Ricardo Anaya, votou com um de seus filhos pequenos no colo e disse que tinha certeza de este seria "um grande dia para o país e para nossa proposta".
O governista José Antonio Meade votou rapidamente e declarou que a "democracia sairá reforçada depois dessa jornada". Depois de votar, foi à missa com sua família.
Durante o fim de semana, líderes e ex-líderes de esquerda latino-americanos mandaram mensagens de boa sorte e de celebração pela provável eleição de López Obrador.
Uma delas veio da brasileira Dilma Rousseff, que afirmou que estava "torcendo para que o amigo povo mexicano eleja Andrés Manuel López Obrador."
O boliviano Evo Morales afirmou que, com a possível eleição de AMLO (como López Obrador é chamado), deseja que "o México olhe para o sul, para que unidos em nossa identidade latino-americana possamos fazer frente aos ataques do império [em referência aos EUA]."
A argentina Cristina Kirchner afirmou que o esquerdista mexicano é "uma esperança para o México e para toda a América Latina", assim como o equatoriano Rafael Correa, que afirmou que sua eleição seria "um vendaval de frescor, uma grande esperança" para a região e para o México.
Apesar do clima de tranquilidade no horário de votação, houve episódios de violência registrados nas últimas 48 horas. Em Quintana Roo, um dos estados mais afetados pela violência, mais um jornalista foi assassinado a tiros, num bar, na madrugada do sábado (30).
Trata-se de José Guadalupe Chan Dzib, 35, o sexto jornalista morto no México neste ano. Em 2017 foram 12, e, em todo o período de Peña Nieto, 42. Nenhum responsável até agora foi preso.
Chab Dzib trabalhava para várias publicações da região do Yucatán, e vinha publicando uma série de matérias para o diário Playa News sobre o assassinato de políticos regionais na campanha eleitoral.
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