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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Internacional

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méxico

Notícia da edição impressa de 02/07/2018. Alterada em 02/07 às 01h00min

Esquerda vence a eleição no México, apontam pesquisas

De acordo com bocas de urna, AMLO obteve entre 43% e 49% dos votos

De acordo com bocas de urna, AMLO obteve entre 43% e 49% dos votos


ULISES RUIZ/APF/JC
Após ver uma onda de direita varrer a América Latina, com mudanças ideológicas em governos da Argentina, do Chile, do Brasil e da Colômbia, a vitória de Andrés Manuel López Obrador já era comemorada por diversas lideranças de esquerda na noite deste domingo, mesmo sem dados oficiais - o resultado da apuração estava previsto para a madrugada desta segunda-feira. Confirmada a vitória de López Obrador, que é conhecido por suas iniciais, AMLO, ele sucederá o presidente Enrique Peña Nieto, cumprindo um mandato de cinco anos e dez meses.
As pesquisas de boca de urna divulgadas logo após a votação mostravam o candidato da coalizão Juntos Faremos História (Morena, PT, PES) em primeiro lugar com folga: entre 43% e 49,%, contra um índice de 22% a 26% do rival mais próximo, José Antonio Meade (da coalizão Todos por México, formada por PRI, PVEM e Panal). Ricardo Anaya Cortés, da coalizão Por México al Frente (PAN, PRD, Movimento Cidadã) somava entre 23% a 27%, enquanto o candidato independente Jaime Heliodoro Rodríguez Calderón tinha de 3% a 5%.
A conquista histórica de AMLO pode credenciá-lo como uma nova referência para a esquerda lantino-americana. As ex-presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff defenderam a eleição de López Obrador em suas contas no Twitter. Dilma, que é pré-candidata ao Senado pelo PT em Minas Gerais, disse que o triunfo é importante para toda a região: "Na torcida para que o amigo povo mexicano eleja Andrés Manuel López Obrador neste domingo. Será uma vitória não apenas do México, mas de toda a América Latina".
É a terceira vez que AMLO disputa a presidência. O esquerdista começou a carreira política no PRI (Partido da Revolução Institucional), que elegeu todos os presidentes mexicanos desde 1929, salvo dois: Vicente Fox (2000-2006) e Felipe Calderón (2006-2012), ambos do PAN. Na década de 1980, AMLO passou para a oposição. Em sua campanha, propôs anistiar narcotraficantes, já que a guerra contra as drogas não deu resultados, e combater a corrupção, que considera ser a origem de todos os males. Com o dinheiro recuperado da "elite corrupta", prometeu financiar programas sociais, dobrar aposentadorias e subsidiar a educação, sem aumentar impostos. Seus rivais tentaram arrebatar votos argumentando que as promessas do esquerdista eram inviáveis.
As eleições gerais são consideradas as maiores e mais importantes do país desde 1910, porque, além do presidente, os mexicanos foram às urnas para escolher senadores, governadores e outros representantes legislativos e executivos. O pleito, que reúne 89,1 milhões de eleitores, marca também a campanha política com maior número de mortes e agressões no país. Por isso, chega a causar surpresa que ontem, data do turno único, não tenham sido registrados transtornos mais graves, segundo informações das agências de notícias e da Justiça Eleitoral mexicana.
Na madrugada de sábado, mais um repórter foi morto a tiros, num bar em um povoado do estado de Quintana Roo. É o sexto assassinato de jornalistas no México apenas em 2017 - no ano passado, foram 12. Horas antes, em Nocupétaro, no estado de Michoacán, um enfrentamento entre militantes do PRD (Partido da Revolução Democrática) e do PRI causou pelo menos três mortes. Segundo a consultoria Etellekt, durante a corrida eleitoral foram mais de 140 políticos assassinados e pelo menos 627 agredidos.
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