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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Internacional

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imigração

Alterada em 21/06 às 14h21min

Após reunião com governadora, Temer descarta fechar fronteira com a Venezuela

Em visita a Boa Vista, nesta quinta-feira, o presidente Michel Temer prometeu analisar os pedidos de recursos do governo de Roraima sobre a fronteira com a Venezuela, mas afastou a possibilidade de fechar a fronteira entre os dois países. Após apelos da governadora Suely Campos (PP), que acusou o governo federal de omissão na fronteira, Temer afirmou que não foi esse o tom de sua conversa com a governadora.
Temer e a governadora se reuniram em Boa Vista após visita a um abrigo que acolhe venezuelanos. Nas redes sociais, o Planalto divulgou um vídeo do presidente sorrindo com algumas crianças no local.
O governo de Roraima cobra do governo federal um ressarcimento de R$ 184 milhões que o Estado alega ter gasto com o atendimento a imigrantes. Além disso, o governo estadual pede a construção de um hospital de campana para atender os imigrantes.
"Ela me deu uma lista que eu disse que vou levar e vou examinar com muito carinho, com muita atenção as necessidades do Estado", disse Temer, afirmando que o governo federal já mandou recursos para o trabalho na fronteira.
Questionado sobre a cobrança do governo estadual em relação à União, Temer declarou que recebeu uma "boa acolhida" de Suely no Estado. "Não tive essa informação da governadora sobre omissão, ao contrário, recebi uma belíssima acolhida da governadora", afirmou o emedebista.
O presidente afastou novamente a possibilidade de fechar a fronteira entre os dois países. "Vocês sabem que isso seria uma coisa, digamos, inapropriada."
Em carta aberta ao presidente Temer, divulgada nesta quinta-feira, a governadora de Roraima escreveu que "a sensação do povo de Roraima é que o Palácio do Planalto ainda não entendeu que o impacto da crise migratória é exclusivamente em Roraima e não no Brasil".
Antes da visita de Temer, a governadora afirmou que o presidente precisaria dar uma resposta aos cidadãos. Na carta, ela pediu que o emedebista "não deixe o solo roraimense hoje sem deixar claro aos brasileiros que nasceram aqui ou que escolheram Roraima para viver, qual é a sua posição e quando atenderá a pelo menos essas solicitações emergenciais e que estão ao alcance da sua decisão política."
Nesta quinta-feira, após se reunir com Temer, Suely Campos disse que o Estado não vai retirar a ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pede o fechamento temporário da fronteira e a transferência de recursos para custear a oferta de serviços aos imigrantes.
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