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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de junho de 2018.
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Meio Ambiente

Notícia da edição impressa de 07/06/2018. Alterada em 07/06 às 02h00min

Guatemala suspende buscas no entorno do Vulcão de Fogo

Nova atividade eruptiva obrigou as equipes de resgate a deixar o local

Nova atividade eruptiva obrigou as equipes de resgate a deixar o local


ORLANDO ESTRADA/AFP/JC
As autoridades governamentais da Guatemala anunciaram ontem a suspensão das ações de resgate na região da erupção do Vulcão de Fogo porque as condições locais são críticas. Pelo menos 75 pessoas morreram, e outras 192 estão desaparecidas. Há, ainda, 46 feridos.
Uma nova atividade eruptiva ocorreu na terça-feira e obrigou as equipes de resgate a deixarem o local sob risco de também serem afetadas, segundo o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia. No dia 3 de junho, o Vulcão de Fogo, que fica a 3.763 metros de altura, teve a erupção mais intensa dos últimos 44 anos, de acordo com as autoridades locais. Mais de 1,7 milhão de pessoas foram afetadas. Os departamentos atingidos foram os de Sacatepéquez, Chimaltenango e Escuintla. Pelo menos 3.271 moradores foram evacuados da região.
Em meio a tantas pessoas desesperadas em busca de informações sobre familiares desaparecidos, uma mulher chamou a atenção da mídia local pela quantidade de perdas em seu círculo familiar. Ao todo, 36 membros da família de Lilian Hernández são dados como desaparecidos - e provavelmente foram mortos - pela erupção do Vulcão do Fogo. "Meus primos Ingrid, Yomira, Paola, Jennifer, Michael, Andrea e Silvia, que tinha apenas dois anos de idade", enumerou, aos prantos, a moradora de San Miguel Los Lotes. Sua lista de parentes desaparecidos parece refletir o alcance do desastre, cujo número de vítimas está longe de ser definido.
No domingo, quando o vulcão explodiu em uma enorme nuvem de cinzas e rocha derretida, os irmãos de Lilian correram para ajudar a avó, de 70 anos, no terreno da família. "Ela disse que era a vontade de Deus, que não ia fugir", explicou. A guatemalteca contou que sua avó não conseguia andar mais. Seus irmãos ficaram a salvo, mas a idosa não foi vista desde então.
Lilian e seu marido, Franciso Ortiz, sobreviveram porque saíram de Los Lotes há dois meses, para começar uma nova vida em outro local. O casal agora está abrigado em uma igreja mórmon na cidade vizinha a Escuintla e vai ao necrotério local para aguardar notícias. Até o momento, apenas um primo foi identificado.
 
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