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Acidente

- Publicada em 08/01/2022 às 15h56min. Atualizada em 08/01/2022 às 19h02min.

Cânion se desprende, atinge lanchas e deixa ao menos cinco vítimas fatais em MG

Acidente deixou pelo menos uma pessoa morta, informou a Polícia Militar

Acidente deixou pelo menos uma pessoa morta, informou a Polícia Militar


REPRODUÇÃO/JC
O excesso de chuva está gerando uma sucessão de desastres em Minas Gerais, com quedas de barreiras de barragem, deslizamentos de terra, inundações, cheias de rios e alagamentos. Neste sábado (8), ocorreram acidentes em todo o estado e um dos episódios mais graves foi a queda de parte de um cânion por sobre pelo menos três lanchas que passeavam pelo lago de Furnas, em Capitólio (MG). Dois barcos atingidos afundaram.
O excesso de chuva está gerando uma sucessão de desastres em Minas Gerais, com quedas de barreiras de barragem, deslizamentos de terra, inundações, cheias de rios e alagamentos. Neste sábado (8), ocorreram acidentes em todo o estado e um dos episódios mais graves foi a queda de parte de um cânion por sobre pelo menos três lanchas que passeavam pelo lago de Furnas, em Capitólio (MG). Dois barcos atingidos afundaram.
O acidente deixou pelo menos cinco pessoas mortas, segundo a Polícia Militar do estado e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, outras 32 pessoas ficaram feridas. Há ainda 20 pessoas consideradas desaparecidas. No entanto, essas informações ainda podem ser atualizadas, pois equipes de Busca e Salvamento (SAR) trabalham no local com a ajuda da Marinha. O primeiro chamado sobre o acidente ocorreu pouco após às 12h30min.
Ainda segundo os bombeiros, 23 vítimas foram atendidas e liberadas na Santa Casa de Capitólio. Duas pessoas com fraturas expostas estão em atendimento na Santa Casa de Piumhi, três estão na Santa Casa de Passos e outras quatro, com ferimentos leves, na Santa Casa de São José da Barra. Entre as vítimas fatais, dois eram homens, que ainda não tiveram seus nomes divulgados.
Um vídeo mostra o momento em que uma grande rocha se desprende e atinge em cheio duas lanchas que estavam lotadas de turistas.
— O Tempo (@otempo) January 8, 2022
Outro vídeo mostra que cerca de um minuto antes do desprendimento total da rocha, houve desabamentos de pequenas pedras na água do lago. Nas imagens, as pessoas pedem para que as embarcações se afastassem da rocha. Um minuto depois, ocorre o acidente.
Em nota, a Marinha informou que tomou conhecimento do acidente e deslocou equipes para lá. "A DelFurnas deslocou, imediatamente, equipes de Busca e Salvamento para o local, integrantes da Operação Verão ora em andamento, a fim de prestar o apoio necessário às tripulações envolvidas no acidente, no transporte de feridos para a Santa Casa de Capitólio, e no auxílio aos outros órgãos atuando no local. Um inquérito será instaurado para apurar causas, circunstâncias do acidente/fato ocorrido", diz o comunicado.
Segundo informações preliminares, ao menos 37 homens atuam nos resgates.
O prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, postou um vídeo em redes sociais dizendo que a população da cidade está transtornada com o acidente. "Estamos em estado de choque com esse acontecido, e somos solidários com as vítimas, feridos e os óbitos. Não foi uma tromba d'água, foi um deslocamento de pedra que atingiu algumas lanchas", disse.
Silva afirmou que ambulâncias foram enviadas ao local. "Os hospitais da região estão atuando e se mobilizaram também para receber os feridos", disse.
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), também se manifestou sobre o episódio. " Sofremos hoje a dor de uma tragédia em nosso estado, devido às fortes chuvas, que provocaram o desprendimento de um paredão de pedras no lago de Furnas, em Capitólio", escreveu.
Por volta das 16h30, o presidente Jair Bolsonaro (PL) postou o vídeo de uma entrevista coletiva em sua rede social, na qual disse que não estava sabendo do caso.
"Não estou sabendo não, aconteceu agora há pouco?", perguntou aos repórteres. "Se bem que se puder fazer alguma coisa pode ter certeza que o ministro correspondente que já tomou conhecimento já está buscando como atenuar o problema", disse.
O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, afirmou lamentar o acidente e prestou "solidariedade a todos os envolvidos na tragédia e entrará em contato com as autoridades locais para expressar apoio da pasta".
Capitólio é um grande destino turístico devido aos canions, que costumam ser vistos em passeios de barco pelo lago de Furnas, que tem mais de cem quilômetros de extensão.
A maioria dos turistas que visitam Capitólio é da capital paulista, de cidades do interior de São Paulo e da capital mineira, segundo as agências de turismo locais. Quando a Folha visitou o local, em outubro do ano passado, mais de cem lanchas faziam passeios.
A região já registrou diversos casos de acidentes com mortes de banhistas nos últimos anos. Em janeiro do ano passado, ao menos três pessoas morreram após uma cabeça d'água atingir uma cachoeira em Capitólio.
Segundo o site da MetSul, neste sábado uma pessoa ficou ferida e a BR-040, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, precisou ser interditada depois de um transbordamento ocorrer também na manhã deste sábado após uma falha no sistema de drenagem de barragem. O Corpo de Bombeiros chegou a informar que a barragem da Mina de Pau Branco, administrada pela empresa Vallourec, havia se rompido. Logo após, a corporação voltou atrás e informou que o problema se deu em um dique de drenagem da estrutura.
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