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Solidariedade

- Publicada em 13/10/2021 às 12h10min.

Cozinha Solidária do MTST é despejada de prédio da União em Porto Alegre

Execução da reintegração de posse,  concedida pela Justiça Federal, coube à Polícia Federal

Execução da reintegração de posse, concedida pela Justiça Federal, coube à Polícia Federal


mtst/DIVULGAÇÃO/JC
Cristine Pires
A primeira Cozinha Solidária aberta no dia 26 de setembro pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Porto Alegre foi despejada do prédio que ocupava na avenida Azenha, na manhã desta quarta-feira (13). O movimento estava operando em um prédio abandonado de propriedade da União, que obteve reintegração de posse. A execução da ordem, concedida pela Justiça Federal, coube à Polícia Federal.
A primeira Cozinha Solidária aberta no dia 26 de setembro pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Porto Alegre foi despejada do prédio que ocupava na avenida Azenha, na manhã desta quarta-feira (13). O movimento estava operando em um prédio abandonado de propriedade da União, que obteve reintegração de posse. A execução da ordem, concedida pela Justiça Federal, coube à Polícia Federal.
Nas quase duas semanas de operação, a Cozinha Solidária serviu cerca de 3 mil almoços gratuitos (200 por dia) para pessoas em situação de rua, ambulantes, desempregados e também trabalhadores da região sem condições de pagar por uma refeição.
“A fome não tem perfil”, diz o coordenador nacional do MTST e da Cozinha Solidária Azenha, Eduardo Osório. Mesmo com a ação de despejo, as 200 quentinhas serão preparadas e entregues ao público hoje e nos próximos dias, graças à ajuda de uma vizinha, que cedeu temporariamente a casa para que o trabalho tenha continuidade. Cerca de 50 pessoas estão envolvidas diariamente no preparo das refeições.
O objetivo, agora, é buscar um local para instalação definitiva da operação. De acordo com Osório, tanto o governo do Estado quanto a prefeitura de Porto Alegre se mostraram receptivos à iniciativa e abriram canais de diálogo para encontrar uma solução.
Osório esteve reunido com o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior enquanto estava na condição de governador em exercício, e também com o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), Léo Voigt.
O movimento também obteve apoio da Câmara Municipal de Porto Alegre em encontro na semana passada, quando vereadores se colocaram à disposição para atuar como interlocutores da negociação.
“A desocupação foi um péssimo desfecho porque não houve diálogo por parte da União. Agora, vamos buscar diálogo com a prefeitura para tentar alocar a Cozinha Solidária em algum dos prédios do Município que estão sem utilização”, diz o vereador Matheus Gomes (PSOL).
Procurada pelo Jornal do Comércio, a SMSD explica que não entra no mérito da ação, por se tratar de próprio Federal e de ação movida pelo governo federal. “Os integrantes do movimento procuraram o secretário Léo Voigt e receberam a orientação de solicitarem uma agenda junto à gestão municipal, para avaliação da proposta e possibilidade de encaminhamento dentro das normatizações de assistência social da prefeitura e legislação pertinente”, diz.
Tanto a prefeitura da Capital quanto o governo do Estado destacam que já dispõem de serviços semelhantes. A prefeitura atende a demanda por refeições sociais gratuitas com quatro restaurantes populares (Centro, Cruzeiro, Restinga e Lomba do Pinheiro) ,com um total de 1.100 refeições/dia, sendo que, no Centro, há distribuição também aos finais de semana.
"Em novembro, deverá ser aberto um quinto restaurante localizado no Eixo Baltazar, com distribuição de 100 refeições/dia. Para outras demandas, por meio da FASC são distribuídas 10 mil cestas básicas/mês", informa a SMDS.
Já o governo gaúcho sugeriu que as refeições sejam preparadas no Pop Rua RS, que é prestado no bairro Praia de Belas. No entanto, Osório argumenta que há carência deste serviço na Azenha, e que as pessoas atendidas não teriam condições de se locomover a outros locais em função do custo e também do tempo disponível para o almoço.
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