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Saúde

- Publicada em 09h04min, 04/04/2021.

Doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 dos óbitos femininos no mundo

Além de possuírem manifestações atípicas e protelarem a ida ao pronto atendimento, as mulheres têm as coronárias mais finas

Além de possuírem manifestações atípicas e protelarem a ida ao pronto atendimento, as mulheres têm as coronárias mais finas


MARCELO G. RIBEIRO/JC
As doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam mulheres ao redor do mundo. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que essas enfermidades são responsáveis por 1/3 dos óbitos femininos, o que significa 8,5 milhões de mortes ao ano ou 23 mil por dia.
As doenças cardiovasculares estão entre as que mais matam mulheres ao redor do mundo. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que essas enfermidades são responsáveis por 1/3 dos óbitos femininos, o que significa 8,5 milhões de mortes ao ano ou 23 mil por dia.
Um dos fatores que contribui para esse cenário é o fato de mulheres poderem apresentar sintomas atípicos com relação a essas doenças, conforme explica o médico cardiologista Roberto Yano. Enquanto os sintomas comuns do infarto são dor no peito em forma de aperto e queimação, que pode irradiar para o queixo, a mandíbula e o epigástrio, com duração maior que vinte minutos, mulheres prestes a sofrer um infarto do miocárdio podem chegar ao pronto-socorro com manifestações atípicas, como dor nas costas ou no estômago, por exemplo.
“Não é incomum que elas cheguem apenas com falta de ar, sudorese ou sensação de desmaio. Devido aos sintomas atípicos, a mulher costuma demorar mais a procurar ajuda médica. Acha que está com uma gastrite e acaba tomando um antiácido. Acredita que a dor nas costas é da coluna e acaba tomando um anti-inflamatório. Essa demora no reconhecimento de sintomas retarda a sua ida ao hospital, o que piora o prognóstico da doença”, alerta Yano.
O médico elucida que quanto mais demora para abrir uma artéria que está entupida, maiores os riscos de complicações e morte. “Muitas vezes se conseguimos abrir a artéria da paciente em até 3 horas, seja através de angioplastia ou por meio de medicamentos trombolíticos, existem grandes chances das sequelas serem menores ou até mesmo nem existirem”, diz.
Além de possuírem manifestações atípicas e protelarem a ida ao pronto atendimento, as mulheres têm as coronárias mais finas, mais difíceis de serem tratadas. “O processo de aterosclerose e rompimento do endotélio do vaso é mais complicado nas artérias das mulheres, por elas serem menos calibrosas. Então, mesmo chegando ao cateterismo e a angioplastia, no geral, o tratamento de mulheres, principalmente se forem diabéticas, é bem difícil”, comenta o especialista.
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