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Culinária

- Publicada em 12h47min, 20/12/2020.

Agência da ONU lança e-book com receitas de refugiados no Brasil

A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançou no Brasil um e-book (livro digital) gratuito, com receitas criadas por refugiados da Colômbia, Venezuela e Síria, em comemoração aos seus 70 anos de atividades e como convite às pessoas para apoiar a causa humanitária. O livro reúne sete receitas de pratos doces e salgados originários desses três países, como "arepas" e "patacones", pratos típicos colombianos.
A Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançou no Brasil um e-book (livro digital) gratuito, com receitas criadas por refugiados da Colômbia, Venezuela e Síria, em comemoração aos seus 70 anos de atividades e como convite às pessoas para apoiar a causa humanitária. O livro reúne sete receitas de pratos doces e salgados originários desses três países, como "arepas" e "patacones", pratos típicos colombianos.
 
A chefe da Área de Parcerias com o Setor Privado da Acnur Brasil, Natasha Alexander, explicou à Agência Brasil que a escolha dos três países para fazerem parte do e-book se deu porque eles englobam as principais populações de refugiados representadas no Brasil. São, atualmente, mais de 80 nacionalidades de pessoas refugiadas no país, informou Natasha. Ela avaliou que seria "maravilhoso" poder fazer novos livros digitais com receitas de outras nações.
 
Segundo Natasha Alexander, a culinária tem o poder de unir os povos e tem sido um dos pilares de integração dos refugiados no Brasil. "Isso tem duas razões. Uma é que a gente sabe que uma receita carrega toda uma história de família, uma memória afetiva. Então, é uma maneira de as pessoas que tiveram de deixar tudo para trás resgatarem a sua história".
 
De acordo Natasha, a segunda razão, "é que a gastronomia vem como uma fonte de renda para muitas dessas pessoas refugiadas e isso permite que elas ganhem autonomia e possam reconstruir as suas vidas de uma maneira digna aqui no Brasil. Assim, elas contribuem com a nossa cultura e com a economia local. A gastronomia é uma maneira de a gente trabalhar o ingrediente principal desse livro que eu diria que é a empatia". O e-book está disponível gratuitamente para acesso no link: www.pratodomundo.com.
 
Dados do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) indicam que o Brasil tem mais de 190 mil solicitações ativas de refúgio, esperando ser processadas, e 50 mil refugiados já reconhecidos. Natasha esclareceu que são pessoas que são obrigadas a deixar tudo para trás. "A gente diz que a diferença entre o imigrante e o refugiado é que este último é obrigado, por uma questão de sobrevivência, a abandonar o seu lar. Isso acontece por uma questão de perseguição, de conflito armado ou de grande violação de direitos humanos", disse.
 
O último relatório Tendências Globais da Acnur, de 2019, mostra que mais de 79,5 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas em todo o mundo, devido a conflitos, perseguições ou violência generalizada. Isso equivale a cerca de 1% da população global. Desse total, 26 milhões são refugiadas, 45,7 milhões estão deslocadas internamente em seus países e 4,2 milhões são solicitantes da condição de refugiada. O relatório indica também que 68% das pessoas deslocadas no mundo saíram de cinco países: Síria, Venezuela, Afeganistão, Sudão do Sul e Mianmar.
 
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