Porto Alegre, terça-feira, 15 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
terça-feira, 15 de dezembro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Saúde

- Publicada em 20h50min, 15/12/2020.

Em carta ao STF, Abrasco chama plano de vacinação do governo de 'equivocado'

 Abrasco chama plano de vacinação do governo de 'equivocado'

Abrasco chama plano de vacinação do governo de 'equivocado'


FRANCOIS LO PRESTI/AFP/JC
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) enviou nesta terça-feira (15) uma carta a Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), qualificando o plano de vacinação contra a Covid-19 apresentado pelo Ministério da Saúde como "equivocado".
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) enviou nesta terça-feira (15) uma carta a Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), qualificando o plano de vacinação contra a Covid-19 apresentado pelo Ministério da Saúde como "equivocado".
"Enquanto representante da comunidade acadêmica e de profissionais de saúde pública do Brasil, em primeiro lugar, do ponto de vista técnico-científico, a Abrasco não considera o que foi anunciado pelo MS como um verdadeiro e efetivo plano para contenção da pandemia mediante vacinação de abrangência nacional. Entende que esse anúncio apenas enumera medidas parciais, e em alguns casos equivocadas, em resposta à crescente demanda da sociedade", disse.
O documento afirma que o conteúdo do plano é de "exclusiva responsabilidade do Governo Federal" e defende os professores e pesquisadores que tiveram seus nomes incluídos sem consentimento no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Conta a Covid-19.
"Estes profissionais foram recomendados ao MS, atendendo a expressa demanda institucional, para contribuir à construção do assim chamado 'plano' de vacinação contra a Covid-19, porém o acolhimento de suas recomendações técnico-científicas ocorreu em graus variados e sempre ancilares. Pelo exposto, a presença de seus nomes, na condição ambígua de elaboradores ou colaboradores, pode permitir a incorreta interpretação do seu envolvimento e, portanto, responsabilidade pela autoria do trabalho apresentado."
Gulnar Azevedo e Silva, presidenta da Abrasco, assina a carta que explica que é muito comum na história do Programa Nacional de Imunizações haver esse diálogo entre especialistas e poder público, mas que no caso em questão isso não ocorreu. "O ambiente proporcionado pelo MS nas reuniões foi pouco afeito ao diálogo e com orientações de sigilo, incompatíveis com uma prática de efetiva colaboração. Portanto, a presente manifestação tem o objetivo de desagravá-los perante essa Corte e à sociedade", disse.
Ao final, a Abrasco pediu que seja feito um "verdadeiro, completo e detalhado plano orientador para uma Campanha Nacional de Imunização contra a Covid-19" e pediu que "todos os recursos humanos, materiais e financeiros devem ser postos à disposição".
Agência Estado
Comentários CORRIGIR TEXTO