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saúde

- Publicada em 10h45min, 18/11/2020.

Brasileiros bebem mais e fumam menos, aponta Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE

Aumento do consumo de álcool se deu principalmente no gênero feminino

Aumento do consumo de álcool se deu principalmente no gênero feminino


David GANNON/AFP/JC
Os brasileiros, especialmente as brasileiras, estão consumindo mais bebida alcoólicas, muitas vezes em excesso. De acordo com o Volume 4 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), lançado na manhã desta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o uso prejudicial do álcool é uma das principais causas das chamadas doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes automotivos e de muitos atos de violência.
Os brasileiros, especialmente as brasileiras, estão consumindo mais bebida alcoólicas, muitas vezes em excesso. De acordo com o Volume 4 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), lançado na manhã desta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o uso prejudicial do álcool é uma das principais causas das chamadas doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes automotivos e de muitos atos de violência.
Em 2019, ano dos dados mais recentes, 26,4% da população costumava beber álcool pelo menos uma vez por semana. Foi um aumento de 2,5 pontos porcentuais em relação a 2013, quando a taxa registrada foi de 23,9%. Embora a parcela de homens que costuma beber seja maior, o aumento registrado nos últimos anos se deu praticamente apenas no gênero feminino.
A proporção de mulheres que costumam tomar um drinque pelo menos uma vez por semana passou de 12,9%, em 2013, para 17%, no ano passado. O porcentual de homens que mantêm o mesmo hábito ficou praticamente estável, passando de 37,1% para 36,3% no mesmo período.
O IBGE avaliou também o consumo excessivo de álcool, definido como a ingestão de cinco ou mais doses em uma única ocasião nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa apontou uma prevalência desse tipo de consumo em 17,1% da população. Na análise por gênero, é de 26% para os homens e 9,2% para as mulheres. Um porcentual alto (17%) de brasileiros ainda mantém o (mau) hábito de dirigir depois de beber. São 7,2 milhões de pessoas. As taxas foram maiores entre os homens (20,5%) do que entre as mulheres (7,8%).
Os brasileiros estão comendo mais alimentos ultraprocessados, também considerados origem de muitas doenças crônicas não transmissíveis. Segundo a nova pesquisa, a proporção de pessoas que consumiram cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados em 2019 foi de 14,3%. O aumento foi maior entre os residentes nas áreas urbanas (15,4%) do que nas áreas rurais (7,4%).
Já o número de tabagistas segue em queda no País. Em 2019, 12,8% dos brasileiros usavam produtos derivados de tabaco, todo dia ou ocasionalmente, um recuo em relação aos 14,9% registrados em 2013. E o porcentual de pessoas que pratica atividade física também aumentou muito neste mesmo período. Foi de 22,7% para 30,1%. Mesmo assim, 40% da população ainda é considerada insuficientemente ativa ou sedentária.
Agência Estado
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