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Saúde

- Publicada em 17h37min, 14/11/2020.

Pneumonia segue como principal causa de morte de crianças no Brasil

No mundo, a cada 39 segundos, uma criança morre vítima de pneumonia

No mundo, a cada 39 segundos, uma criança morre vítima de pneumonia


MOHAMMED HUWAIS/AFP/JC
Na semana em que o Dia Mundial de Combate à Pneumonia foi celebrado, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) emitiu um alerta sobre cuidados e prevenção da doença, que continua sendo a principal causa de morte em crianças com idades até 5 anos.
Na semana em que o Dia Mundial de Combate à Pneumonia foi celebrado, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) emitiu um alerta sobre cuidados e prevenção da doença, que continua sendo a principal causa de morte em crianças com idades até 5 anos.
Ainda que a taxa de mortalidade tenha apresentado uma redução de 25,5% entre 1990 e 2015, a SBTP ainda considera o número de internações e o alto custo do tratamento como desafios para a saúde pública no País. “Entre janeiro e agosto deste ano, 417.924 pacientes foram hospitalizados por causa de pneumonia no Brasil, totalizando gastos totais de mais de R$ 378 milhões com serviços hospitalares. No mesmo período do ano passado, foram 430.077 internações, de acordo com informações do Datasus", disse a SBPT.
Conforme dados do DataUnicef, ligado ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), essa é a maior causa de morte por doença infecciosa de adultos e crianças, sendo responsável pela morte mais de 802 mil crianças com até cinco anos, em 2018, em todo o mundo. A entidade chamou atenção para o fato de que, no mundo, a cada 39 segundos, uma criança morre vítima de pneumonia.
A pneumonia é uma doença inflamatória aguda que acomete os pulmões e pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou pela inalação de produtos tóxicos. O Streptococcus pneumoniae é o agente causador em 60% dos casos. As principais manifestações clínicas da doença são tosse com produção de expectoração; dor torácica, que piora com os movimentos respiratórios; mal-estar geral; falta de ar e febre. Além disso, quadros de resfriado comum e gripe podem se agravar e contribuir para o desenvolvimento da pneumonia causada por bactérias.
De acordo com a integrante da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da SBPT, pneumologista Rosemeire Maurici da Silva, é fundamental que as pessoas estejam atentas aos sintomas e procurem ajuda médica. "Devemos ficar atentos para os sinais e sintomas e procurar auxílio médico precocemente, principalmente no caso de pacientes que apresentam maior risco de complicações e de morte, como crianças e idosos, além de portadores de outras doenças crônicas ou situações em que ocorre deficiência do sistema imunológico”.
Entre as principais recomendações para prevenir a doença, a orientação da entidade é de que a população lave as mãos de forma frequente, não fume e não beba bebidas alcoólicas, evite aglomerações e façam as vacinas recomendadas. No Brasil, a vacinação contra a doença é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita.
Algumas das populações prioritárias para a vacinação são os adultos com idade igual ou superior a 60 anos, portadores de doenças crônicas, indivíduos em situação de imunossupressão, gestantes, residentes em lares de idosos, profissionais da saúde, cuidadores de crianças, indígenas, população carcerária, tabagistas e portadores de asma. Além da pneumonia, o SUS garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem contra mais de 40 doenças, entre elas doenças infecciosas como a poliomielite, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, tuberculose, febre amarela, entre outras.
Conforme a entidade, a pandemia de Covid-19 também é outro fator que preocupa os especialistas, sendo que o próprio Ministério da Saúde (MS) ressaltou a necessidade de se trabalhar para aumentar o acesso ao oxigênio medicinal. "O oxigênio sempre foi um remédio essencial e a covid-19 está mostrando ao mundo o quanto ele é importante", afirmou a pasta que disse, inclusive, que o novo coronavírus pode provocar um aumento das mortes por pneumonia por todas as causas em mais de 75%. "Estima-se que as interrupções do atendimento nos serviços de saúde, por conta da pandemia, possam causar até 2,3 milhões mortes infantis adicionais - 35% delas por pneumonia e sepse neonatal", alertou o Ministério
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