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Educação

- Publicada em 19h34min, 08/10/2020.

Governo manda cortar luz da Escola Estadual Rio Grande do Sul, em Porto Alegre

Justificativa da Seduc para o fechamento do local é de que ele está com problemas estruturais

Justificativa da Seduc para o fechamento do local é de que ele está com problemas estruturais


JOYCE ROCHA/JC
Gabriela Porto Alegre
Dando continuidade ao processo de fechamento da Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico de Porto Alegre, o governo estadual solicitou o corte de energia elétrica do local. Ocupada desde setembro por alunos e pela comunidade escolar, o grupo é contra a decisão que pretende fechar a escola e destiná-la a outro fim.
Dando continuidade ao processo de fechamento da Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul, no Centro Histórico de Porto Alegre, o governo estadual solicitou o corte de energia elétrica do local. Ocupada desde setembro por alunos e pela comunidade escolar, o grupo é contra a decisão que pretende fechar a escola e destiná-la a outro fim.
A tentativa de corte de luz aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (7), quando membros da ocupação voltavam para a escola depois de uma manifestação em frente ao Palácio Piratini e se depararam com um funcionário de uma companhia de energia tentando fazer o desligamento. O ato, que partiu de uma ordem de serviço da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), foi evitado no momento, mas o funcionário da companhia garantiu que voltará novamente ao local.
O imbróglio envolvendo a escola Rio Grande do Sul e o Estado iniciou ainda em agosto, quando a Seduc comunicou a direção sobre a necessidade de devolução das chaves do espaço para transformá-lo em uma unidade de atendimento de pessoas em situação de rua durante a pandemia da Covid-19.
A justificativa da Seduc para o fechamento do local e transferência dos alunos, professores e funcionários para outra escola é de que o prédio da escola Rio Grande do Sul apresenta “problemas estruturais”. Apesar disso, a diretora da escola, Elisa Santana Oliveira, garante que todo o processo aconteceu sem abertura para o diálogo com as pessoas que dependem da instituição. “A Seduc continua sem diálogo com a comunidade escolar que está ocupando a escola. Eles insistem em transferir tudo para escola Professora Leopolda Barnewitz, mas a comunidade não aceita”, diz Elisa.
Ainda que a equipe diretiva e os professores já tenham sido transferidos para o novo endereço, a diretora afirma que o desligamento de energia é mais uma tentativa do governo em acabar com a ocupação. “É mais uma violência, uma falta de capacidade de diálogo, um desrespeito à gestão democrática. O ato de cortar luz, água, é mais um ato violento diante de tantos outros”.
A reportagem do Jornal do Comércio tentou contato com a Seduc sobre o corte de luz, mas não recebeu retorno.
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