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coronavírus

- Publicada em 12h17min, 17/09/2020. Atualizada em 12h17min, 17/09/2020.

Pesquisa detecta presença simultânea da Covid-19 e gripe H1N1 em paciente no RS

É a primeira vez que a coinfecção de coronavirus e H1N1 é registrada

É a primeira vez que a coinfecção de coronavirus e H1N1 é registrada


PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/JC
Pela primeira vez no Rio Grande do Sul foi identificada uma pessoa infectada pelo novo coronavírus e o vírus da gripe ao mesmo tempo. Pesquisa da universidade Feevale avalia a circulação do vírus da gripe e determina se há coinfecções, ou seja, pacientes infectados com mais de um vírus.
Pela primeira vez no Rio Grande do Sul foi identificada uma pessoa infectada pelo novo coronavírus e o vírus da gripe ao mesmo tempo. Pesquisa da universidade Feevale avalia a circulação do vírus da gripe e determina se há coinfecções, ou seja, pacientes infectados com mais de um vírus.
O estudo "Detecção de Influenzavírus A e B em amostras clínicas suspeitas de Síndrome Respiratória Aguda Grave durante pandemia de SARS-CoV-2" é conduzido pela acadêmica do Mestrado Acadêmico em Virologia, Ana Karolina Antunes Eisen. A pesquisadora analisou, entre 22 de abril até esta quinta-feira (17), 239 amostras de pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), tanto para SARS-CoV-2 quanto para os Influenzavírus. Apenas duas foram positivas para Influenza A H1N1 - entre elas, um paciente coinfectado com a Covid-19.
As medidas restritivas de combate ao novo coronavírus têm prevenido a disseminação de outras doenças. “Estes resultados estão de acordo com outros estudos que relatam a baixa circulação de outros vírus respiratórios durante a pandemia do SARS-CoV-2. Tendo em vista que a pandemia de Covid-19 começou no Rio Grande do Sul ainda no outono, antes do período sazonal da gripe, as medidas preventivas tomadas para essa doença, assim como a alta cobertura vacinal deste ano, se mostraram altamente efetivas para conter a circulação dos Influenzavírus”, explica Ana, em nota da Feevale.
A pesquisa terá continuidade até o fim de 2020. A meta, segundo a instituição, é chegar em torno de mil amostras de SRAG analisadas para Influenza.
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