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JUSTIÇA

- Publicada em 17h35min, 10/09/2020. Atualizada em 17h55min, 10/09/2020.

Justiça define que todos os réus da Boate Kiss serão julgados em Porto Alegre

Incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, deixou mais de 240 mortos e centenas de feridos

Incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, deixou mais de 240 mortos e centenas de feridos


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Um dos quatro réus do incêndio da Boate Kiss, Luciano Bonilha Leão, será julgado em Porto Alegre, por decisão do Tribunal de Justiçado Estado (TJRS), que acolheu nesta quinta-feira (10) pedido feito pelo Ministério Público gaúcho. Bonilha era assistente de palco da banda Gurizada Fandangueira, que tocava durante o incidente ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. Com a decisão, todos os acusados serão julgados juntos.
Um dos quatro réus do incêndio da Boate Kiss, Luciano Bonilha Leão, será julgado em Porto Alegre, por decisão do Tribunal de Justiçado Estado (TJRS), que acolheu nesta quinta-feira (10) pedido feito pelo Ministério Público gaúcho. Bonilha era assistente de palco da banda Gurizada Fandangueira, que tocava durante o incidente ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. Com a decisão, todos os acusados serão julgados juntos.
Segundo os promotores designados para o júri do Caso Kiss, Lúcia Helena Callegari e David Medina da Silva, a Justiça teve sensibilidade da importância de julgar todos os acusados juntos, "para evitar maior sofrimento das vítimas e de seus familiares”, segundo manifestou a promotora de Justiça. “Além de aumentar a angústia das vítimas e familiares, julgar os réus separadamente seria ruim para a Justiça, que teria que fazer vários julgamentos complexos em vez de apenas um; e ruim para a sociedade, que pagaria mais caro por isso”, complementou Silva.
Marcelo de Jesus, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, os outros réus da Kiss, já tinham obtido a garantia do julgamento na Capital, alegando o risco de parcialidade dos jurados caso fossem submetidos a julgamento em Santa Maria. Leão foi o único réu a não solicitar que o processo fosse levado para a Comarca de Porto Alegre.
O MP chegou a se manifestar contrário à decisão, mas diante da determinação judicial que impossibilitou reunir todos os réus em um mesmo júri na cidade do fato, solicitou ao TJRS que o último acusado também tivesse o julgamento transferido para a Capital. O incêndio deixou mais de 240 mortos e centenas de feridos.
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