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Educação

- Publicada em 20h50min, 01/09/2020.

Servidores de plantão em escolas municipais relatam falta de EPIs em Porto Alegre

Álcool gel e máscaras descartáveis são os itens que mais as escolas precisam

Álcool gel e máscaras descartáveis são os itens que mais as escolas precisam


KOEN VAN WEEL/ANP/AFP/JC
Gabriela Porto Alegre
Desde que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) determinou a realização de plantões nas escolas de Porto Alegre, servidores e terceirizados têm enfrentado um problema comum: a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e de materiais de higiene para proteção nesse momento de pandemia de Covid-19.
Desde que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) determinou a realização de plantões nas escolas de Porto Alegre, servidores e terceirizados têm enfrentado um problema comum: a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e de materiais de higiene para proteção nesse momento de pandemia de Covid-19.
Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, na Lomba do Pinheiro, funcionários que atuam fazendo a entrega de cestas básicas para as famílias dos alunos sofrem com a escassez de itens de proteção. Segundo a vice-diretora Maria Guida Maciel, os itens disponibilizados pela Smed foram insuficientes para atender à demanda. "Principalmente pelo fato de serem individuais, o número foi insuficiente. Não recebemos máscaras descartáveis, nem luvas. A escola teve que arcar com a compra do material, inclusive para as famílias quando foram buscar os hortifrútis", afirmou.
Conforme Maria Guida, além dos EPIs serem insuficientes, a escola não recebeu novas remessas para a realização do rodízio no plantão. "Quando iniciamos a entrega dos hortifrútis e das cestas básicas não recebemos nenhum novo EPI para essa tarefa, que despende um número maior de pessoas. A prefeitura, além de não nos mandar os EPIs, ainda nos mantém com um número insuficiente de funcionários para a higienização adequada", disse.
O mesmo problema é enfrentado pelas escolas municipais São Pedro e Afonso Guerreiro Lima, também na Lomba do Pinheiro. Já no bairro Bom Jesus, apesar de a escola Mariano Beck ter recebido um kit para higiene dos profissionais, máscaras descartáveis não foram fornecidas. "Recebemos protetores faciais, álcool gel e líquido e papel toalha, mas esqueceram que o plantão precisa de máscara descartável para quem procura a escola", relatou a diretora Beth Masera.
Para ela, no entanto, o principal problema é o baixo número de profissionais terceirizados que está atuando na limpeza do local. "Tenho dois terceirizados, isso é o mais grave", afirmou, ao relatar sobre o fluxo de pessoas que buscam cestas básicas, atividades escolares ou documentos na secretaria. "Somente ontem atendemos 170 pessoas, mas com apenas dois funcionários na limpeza, fica complicado manter os protocolos".
Diante da situação, o vereador Alex Fraga (Psol) protocolou, no dia 26 de agosto, um pedido de providências à Smed, solicitando que a pasta encaminhe às escolas materiais e equipamentos de proteção, de modo a reduzir o risco de contágio dos profissionais por Covid-19. “A secretaria encaminhou uma pequena quantidade de equipamentos no início da pandemia. Não forneceu kits de saúde suficientes para a preservação dos trabalhadores, e o que aconteceu foi que o pessoal teve de zelar pela própria segurança comprando equipamentos”, afirmou Fraga.
O documento solicita a implantação de protocolos sanitários de combate ao novo coronavírus, bem como o fornecimento de EPIs para funcionários de carreira e terceirizados da rede municipal, termômetros para aferição da temperatura, orientação de afastamento por 14 dias caso o profissional apresente febre, máscaras para serem trocadas a cada duas horas tal como orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS), envio de protetor ocular ou de face, álcool gel e demais itens de higiene, além de tapetes sanitizantes para os pés. Também foi solicitada a disponibilização de máscara para os familiares de alunos que vão às escolas buscar cestas básicas, que, muitas vezes, não têm acesso a esse meio de proteção.
Por meio de nota, a Smed informou que desde a implementação dos plantões, as escolas têm recebido materiais de proteção. "Desde o início da pandemia, foram enviados para as escolas municipais 3.498 litros de álcool, 1.882 frascos de álcool em gel e 1.230 protetores faciais. As escolas de ensino fundamental em breve receberão as mesmas quantidades (1.289 litros de álcool, 2.160 frascos e 810 protetores faciais)", garantiu. Conforme a pasta, as escolas de Educação Infantil receberam os materiais em menor quantidade, porque os plantões presenciais tiveram início apenas no dia 18 de agosto. 
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