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Segurança Pública

- Publicada em 13h33min, 28/08/2020. Atualizada em 13h36min, 28/08/2020.

ATP comemora queda de mais de 80% nos assaltos a ônibus em Porto Alegre

Roubos de janeiro a julho passaram de 598, em 2016, para 95, em 2020

Roubos de janeiro a julho passaram de 598, em 2016, para 95, em 2020


JOYCE ROCHA/JC
As empresas de ônibus de Porto Alegre – e os usuários do sistema de transporte público também – comemoram uma grande redução nos assaltos ao transporte coletivo da cidade. A queda de 84,1% entres os meses de janeiro e julho de 2020 em comparação ao mesmo período de 2016 se deu após a instalação da força tarefa contra roubos no transporte coletivo.
As empresas de ônibus de Porto Alegre – e os usuários do sistema de transporte público também – comemoram uma grande redução nos assaltos ao transporte coletivo da cidade. A queda de 84,1% entres os meses de janeiro e julho de 2020 em comparação ao mesmo período de 2016 se deu após a instalação da força tarefa contra roubos no transporte coletivo.
De janeiro a julho de 2016 ocorreram 598 assaltos nos ônibus. Já no mesmo período de 2020 esse número reduziu para 95. Em relação a 2019, a diminuição é de 35,8%. Foram 148 assaltos nos sete primeiros meses do ano passado.
“Ano a ano vêm diminuindo as ocorrências no transporte coletivo, resultado do trabalho realizado em conjunto com a Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal. As empresas de ônibus e os órgãos de segurança estão empenhados em alcançar índices cada vez mais positivos”, destaca a presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Tula Vardaramatos.
O engenheiro de transporte da entidade, Antônio Augusto Lovatto, explica que a queda tem sido progressiva desde 2007, com a chegada da bilhetagem eletrônica, mas foi acentuada depois de 2016, ano em que foi criada a força tarefa da Polícia Civil, em conjunto com a Brigada Militar, contra roubos no transporte coletivo. Em março de 2019, a operação culminou na criação da Delegacia de Polícia Especializada de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (DRTC), a primeira do país com essa especialidade.
O delegado Daniel Mendelski, titular da DRTC, acredita que o trabalho conjunto dos órgãos de segurança é um dos fatores que levou a resultados tão positivos e cita mais dois quesitos importantes. “As câmeras dentro dos coletivos têm nos auxiliado bastante na verificação da autoria do crime. E o terceiro aspecto: tanto as tripulações quanto os passageiros têm sentido confiança em fazer o reconhecimento. Eles veem que as empresas e que os órgãos policiais estão preocupados em coibir esse crime e se sentem confiantes para dar o seu testemunho.”
O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente coronel Rogerio Stumpf, endossa a relevância das câmeras para a atuação da polícia e enfatiza a colaboração mútua entre os órgãos de segurança e as entidades ligadas ao transporte. “A Brigada Militar tem todo um trabalho de ações preventivas e de sistema de monitoramento, mas, aliado a isso, está o grupo que foi criado e que é extremamente funcional. Há interação e agilidade na troca de informações o que traz maior eficácia tanto na prisão como na prevenção de fatos delituosos”, afirma.
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