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Investigação

- Publicada em 10h00min, 29/07/2020. Atualizada em 10h16min, 29/07/2020.

Operação desmantela laboratório de falsificação de moeda no Rio Grande do Sul

O montante falsificado pelo grupo, em valor de face, atinge os R$ 2 milhões

O montante falsificado pelo grupo, em valor de face, atinge os R$ 2 milhões


PF/REPRODUÇÃO TWITTER/JC
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Pirita, com o objetivo de desmantelar um laboratório gráfico dedicado à falsificação de notas de real no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do RS - 3 em Cruz Alta; 1 em Canela; 1 em Torres e 1 em Três Coroas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Pirita, com o objetivo de desmantelar um laboratório gráfico dedicado à falsificação de notas de real no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do RS - 3 em Cruz Alta; 1 em Canela; 1 em Torres e 1 em Três Coroas.
As investigações realizadas demonstraram que a organização criminosa utilizava maquinário e técnicas gráficas para produzir o dinheiro falso, simulando os itens de segurança das cédulas verdadeiras de real.
Nos últimos 4 anos, a organização criminosa colocou em circulação milhares de cédulas falsas em todo o Brasil. Dados preliminares apontam que mais de 28 mil cédulas falsas de notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 reais já que teriam sido produzidas e distribuídas pelo grupo. O montante falsificado, em valor de face, atinge os R$ 2 milhões.
A PF apreendeu grande quantidade de aparatos para a falsificação de moeda, e mais notas falsas.O líder da organização, que já responde por diversos crimes, inclusive pela mesma conduta, foi preso em flagrante e conduzido à Superintendência da PF no Rio Grande do Sul.
"Na ação de hoje, foi apreendida grande quantidade de aparatos para a falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico variado e material de acabamento; além de novas cédulas falsas prontas e outras em fase de confecção que ainda serão periciadas pela PF. Além da manutenção do próprio laboratório, há comprovação de que a organização criminosa realizava a venda das cédulas falsas, via redes sociais", acrescentou a corporação.
Segundo a PF, os investigados, que já tinham passagens pela Justiça, inclusive pela mesma conduta, responderão pelos crimes de moeda falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de organização criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão.
O nome da operação faz alusão ao mineral semelhante a ouro utilizado para enganar desde a antiguidade. A pirita é um composto metálico, derivado do ferro, que não tem as propriedades do ouro.
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