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SAÚDE

- Publicada em 17h46min, 23/07/2020. Atualizada em 19h36min, 23/07/2020.

Governo do RS não reconhece medicamentos sem comprovação científica para tratamento da Covid-19

Cloroquina é único remédio autorizado na rede estadual de saúde, perante avaliação médica e consentimento dos pacientes positivos

Cloroquina é único remédio autorizado na rede estadual de saúde, perante avaliação médica e consentimento dos pacientes positivos


YURI CORTEZ/AFP/JC
Fernanda Crancio
O governo do Rio Grande do Sul não reconhece a utilização de medicamentos para tratamento precoce à Covid-19. Nesta quinta-feira (23), durante live, o governador Eduardo Leite afirmou que nenhum fármaco sem eficácia comprovada para prevenção ao coronavírus será autorizado pelo Estado nem repassado aos municípios, como chegou a ser sugerido por alguns prefeitos. Dentre os remédios que vêm sendo popularmente apontados como benéficos para uma suposta blindagem ao novo coronavírus estão a azitromicina, a ivermectina e a cloroquina, único insumo autorizado para uso na rede estadual de saúde, mas perante avaliação médica e com consentimento dos pacientes positivos, como forma de minimizar sintomas.
O governo do Rio Grande do Sul não reconhece a utilização de medicamentos para tratamento precoce à Covid-19. Nesta quinta-feira (23), durante live, o governador Eduardo Leite afirmou que nenhum fármaco sem eficácia comprovada para prevenção ao coronavírus será autorizado pelo Estado nem repassado aos municípios, como chegou a ser sugerido por alguns prefeitos. Dentre os remédios que vêm sendo popularmente apontados como benéficos para uma suposta blindagem ao novo coronavírus estão a azitromicina, a ivermectina e a cloroquina, único insumo autorizado para uso na rede estadual de saúde, mas perante avaliação médica e com consentimento dos pacientes positivos, como forma de minimizar sintomas.
 
Ao ser questionado sobre o uso e divulgação indevida desses medicamentos entre a população, o governador Eduardo Leite reforçou que a única política defendida pelo Executivo é a autonomia médica para avaliar o melhor tratamento e o protocolo adequado para uso da cloroquina em pacientes com Covid-19 no Estado."Não há indicação de profilaxia, as pessoas não devem tomar medicação para prevenir o coronavírus", enfatizou, reconhecendo que alguns teste têm apresentado a eficiência de determinadas substâncias na recuperação de pacientes contaminados, mas ainda sem aprovação consensual dos órgãos de saúde.
Leite lembrou que o Estado distribuiu cloroquina recebida do Ministério da Saúde à rede hospitalar dos municípios que solicitaram a medicação e disse que novo lote será repassado para uso, se houver recomendação médica. "Não cabe ao governo do Estado defender o uso ou não, a autonomia é do médico, que tem conhecimento para isso. O governo não estabeleceu protocolo para uso desses medicamentos e cumpre as indicações do Ministério da Saúde, que define o melhor tratamento", enfatizou.
O Centro de Operações Emergenciais do governo gaúcho lançará uma nota técnica sobre a correta indicação de medicamentos, reforçando que o Executivo não adotará protocolos até que haja a comprovação científica da melhor profilaxia para tratamento da Covid-19. Segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann, 27% da cloroquina disponibilizada pelo Estado aos 159 municípios que solicitaram a substância foram utilizadas, e os hospitais de pequeno porte que necessitarem podem fazer o pedido dos lotes aos hospitais de grande porte.
De acordo com ela, novo lote com 323 mil unidades deve chegar ao Rio Grande do Sul para uso em tratamento ambulatorial, mediante prescrição médica. Ela lembrou ainda que a Anvisa não adotou a indicação dos outros medicamentos em questão, e disse que, por isso, não cabe ao Estado ser contra ou a favor da aquisição desses fármacos. "A decisão (de receitá-los) é fruto do ato médico, o que faz com que o Estado não tenha respaldo para compra desses medicamentos", reforçou.
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