Porto Alegre, quarta-feira, 20 de maio de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 20 de maio de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Solidariedade

Alterada em 20/05 às 17h40min

Em meio à pandemia, aluna de Técnico em Enfermagem doa marmitas em Santana do Livramento

Maria Fernanda e suas amigas decidiram distribuir refeições em pontos de vulnerabilidade

Maria Fernanda e suas amigas decidiram distribuir refeições em pontos de vulnerabilidade


SENAC-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Esta quinta-feira (20) marca o dia do técnico em enfermagem. Maria Fernanda Moreno, aluna do curso técnico no Senac em Santana do Livramento, leva a compaixão exigida pela profissão às ruas ao realizar doações de marmitas durante a pandemia do coronavírus.
Esta quinta-feira (20) marca o dia do técnico em enfermagem. Maria Fernanda Moreno, aluna do curso técnico no Senac em Santana do Livramento, leva a compaixão exigida pela profissão às ruas ao realizar doações de marmitas durante a pandemia do coronavírus.
Maria Fernanda e suas amigas começaram a ação ao preparar 60 marmitas de arroz e feijão, compradas com dinheiro próprio. “Cada uma de nós contribuiu com algo para que pudéssemos realizar isso. Fizemos então arroz e feijão e saímos para entregar. Sempre escrevemos frases como ‘você é importante, cuide -se e bom almoço'. Uma forma que achamos de tornar as marmitas mais humanas e mostrar que eles têm importância e que alguém, de alguma forma, zela por eles”, explica.
O grupo de amigas distribuiu as refeições nos pontos de maior necessidade em Santana do Livramento. No entanto, durante a entrega, se depararam com uma realidade mais dura do que imaginavam. “Vimos pessoas vivendo em situação de muita miséria. Famílias com 12, 15 pessoas. No fim, nossas marmitas puderam alimentar apenas algumas famílias”, diz Maria Fernanda.
O projeto foi levado adiante e, na entrega seguinte, foram preparadas 200 marmitas, com a ajuda de doações. “Não tem um fim de semana que não acabamos as entregas sem o sentimento de impotência por não poder ajudar mais. Sentindo a gratidão por poder auxiliar, mesmo que pouco, e ao mesmo tempo sabendo que é pouco”, diz a futura técnica em enfermagem.
Para ajudar, é possível entrar em contato com Maria Fernanda pelo telefone (55) 8122-4486.

Ser técnico em Enfermagem

Parte da linha de frente na batalha contra o coronavírus, os profissionais da área sentem que permanecem desvalorizados. A coordenadora do curso técnico no Senac Santana do Livramento, Júlia Torres Cavalheiro, destaca a importância da profissão.
“Estamos na linha de frente do cuidado em saúde, em período integral, acompanhando as diversas fases do desenvolvimento humano. Os técnicos são profissionais fundamentais para garantia de uma assistência em enfermagem segura e de qualidade nos diversos serviços de saúde”, afirma a coordenadora. Júlia também é especialista em Urgência e Emergência.
Técnicos em enfermagem transitam em diversas áreas da saúde, com a opção de atuar em hospitais, clínicas, laboratórios ou cuidado domiciliar. Compõem a equipe de enfermagem sob supervisão do enfermeiro, realizando cuidados de baixa e média complexidade.
O trabalho de um técnico em enfermagem envolve a realização de técnicas precisas, o equilíbrio emocional em meio ao caos e uma comunicação empática. A profissão, no entanto, ainda é desvalorizada. “A invisibilidade dos profissionais da enfermagem estão relacionadas ao desconhecimento da sociedade sobre a cientificidade do cuidar, ou seja, a enfermagem científica”, destaca Júlia.
Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento da visibilidade da enfermagem em âmbito global. Para Júlia, isso abre portas para que esses profissionais consigam lutar por direitos. “É imprescindível cuidar da saúde de quem cuida. Melhorar a estrutura e condições de trabalho ofertados, proporcionar carga horária de trabalho e salários dignos é a melhor forma de reconhecimento e agradecimento a estes profissionais que sempre estiveram na linha de frente do cuidado em saúde”, afirma.
Comentários