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Saúde

Notícia da edição impressa de 20/05/2020. Alterada em 19/05 às 20h51min

SES-RS desconhece cenário de síndromes respiratórias no Rio Grande do Sul

Exames para identificar outros vírus estão represados no Rio Grande do Sul

Exames para identificar outros vírus estão represados no Rio Grande do Sul


Monique Pimentel/DIVULGAÇÃO/JC
Gabriela Porto Alegre
Com a aproximação de um inverno atípico, em que além dos diferentes tipos de influenza, teremos o novo coronavírus (Covid-19), a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) informou ao Jornal do Comércio que não sabe qual é o atual cenário da influenza e de outras síndromes respiratórias no Rio Grande do Sul.
Com a aproximação de um inverno atípico, em que além dos diferentes tipos de influenza, teremos o novo coronavírus (Covid-19), a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) informou ao Jornal do Comércio que não sabe qual é o atual cenário da influenza e de outras síndromes respiratórias no Rio Grande do Sul.
Segundo a pasta, em razão da pandemia do novo coronavírus, os esforços relativos às análises laboratoriais de síndromes respiratórias estão focando, neste momento, apenas na identificação de casos de coronavírus. "A pandemia de Covid-19 fez com que as análises laboratoriais para síndromes respiratórias focassem os esforços nesse tipo de identificação. Por essa emergência de saúde pública, momentaneamente foram represadas as investigações para outros vírus que causam o mesmo quadro clínico (como vírus sincicial respiratório, influenzas A e B, adenovírus e parainfluenza)", afirmou, em nota, a SES-RS.
Ainda que a pandemia da Covid-19 imponha desafios para os gestores públicos, a identificação e investigação de outras doenças respiratórias é necessária para que sejam evitadas possíveis sobrecargas no sistema de saúde neste momento de enfrentamento ao novo coronavírus.
Conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela SES-RS, referente a Semana 47/2019, com dados coletados até 23 de novembro de 2019, foram notificados cerca de 3.381 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que 304 dos casos representavam influenza A (h1n1), 91 influenza A (h3n2), 12 influenza tipo A não subtipado, 35 influenza B, 480 vírus sincicial respiratório (VSR), 77 Adenovírus, 68 parainfluenza, 2.154 sem identificação viral, um com outro agente etiológico e 159 que ainda seguiam em investigação.
A SRAG abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, o qual, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica. As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B, ou bactérias, fungos e outros agentes.
Em 2019, no Brasil, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde referente à semana 49 (até 7 de dezembro), foram notificados 4.939 óbitos por SRAG, o equivalente a 12,6% (39.190) do total de casos registrados.
Em relação ao total de óbitos (4.939), 22,5% (1.109) foram confirmados para vírus influenza, sendo 71% (787) decorrentes de influenza A (H1N1), 11% (122) de influenza A não subtipado, 7,3% (81) de influenza B e 10,7% (119) de influenza A (H3N2). Além disso 73% das mortes foram de pessoas com fatores de risco determinados para a doença.
Apesar de a pasta informar que o levantamento de dados sobre as demais síndromes respiratórias foi interrompido temporariamente devido à pandemia, novos relatórios epidemiológicos não são divulgados desde novembro, mês em que ainda não haviam sido reportados casos de coronavírus no Brasil. Ainda assim, a SES afirmou que "tão logo a situação permita as amostras serão analisadas".
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