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Saúde

Notícia da edição impressa de 23/03/2020. Alterada em 19/03 às 15h52min

Gestantes devem reforçar cuidados, mesmo não fazendo parte do grupo de risco, diz infectologista

Estudos preliminares apontam que vírus não passa da mãe para o recém-nascido

Estudos preliminares apontam que vírus não passa da mãe para o recém-nascido


RODRIGO NUNES/MINISTÉRIO DA SAÚDE/DIVULGAÇÃO/JC
Gabriela Porto Alegre
Reforçar os cuidados de higienização e sair de casa somente quando necessário. Essas são as recomendações do médico infectologista Paulo Ernesto Gewehr Filho para as gestantes em tempos de coronavírus (Covid-19). Ainda que as grávidas não figurarem o grupo de risco, Filho orienta que, durante uma pandemia, todo cuidado é fundamental para que se possa evitar contaminações. “Antigamente, os vírus de gripe realmente pegavam mais nesse grupo de gestantes e recém-nascidos, mas os dados que temos até agora mostram que o coronavírus não está acertando esse grupo de pessoas”, diz, ao reforçar que, ainda assim, as gestantes devem redobrar a atenção. “Os cuidados para as gestantes são os mesmos das demais pessoas: higienizar as mãos, não tocar o rosto e evitar contato social”. Conforme o infectologista, essas são as formas de prevenção mais eficazes neste momento.
Reforçar os cuidados de higienização e sair de casa somente quando necessário. Essas são as recomendações do médico infectologista Paulo Ernesto Gewehr Filho para as gestantes em tempos de coronavírus (Covid-19). Ainda que as grávidas não figurarem o grupo de risco, Filho orienta que, durante uma pandemia, todo cuidado é fundamental para que se possa evitar contaminações. “Antigamente, os vírus de gripe realmente pegavam mais nesse grupo de gestantes e recém-nascidos, mas os dados que temos até agora mostram que o coronavírus não está acertando esse grupo de pessoas”, diz, ao reforçar que, ainda assim, as gestantes devem redobrar a atenção. “Os cuidados para as gestantes são os mesmos das demais pessoas: higienizar as mãos, não tocar o rosto e evitar contato social”. Conforme o infectologista, essas são as formas de prevenção mais eficazes neste momento.
Quanto à possibilidade de uma mãe contaminada passar a doença para o filho durante a gravidez ou através da amamentação, o infectologista afirma que, por ser uma doença nova, ainda não se tem dados científicos sobre a questão, embora a China já esteja desenvolvendo pesquisas sobre o tema. Um estudo divulgado nesta semana por cientistas chineses e publicado na revista Frontiers in Pediatrics, com base nos casos de gestantes que foram infectadas, mostra que os pesquisadores descobriram que, ao menos nos casos analisados, o vírus não foi transmitido aos recém-nascidos.
O estudo mostra também a evolução do quadro clínico dos bebês, que ficaram isolados em unidades de terapia neonatal intensiva na China. No período em que ficaram isoladas, nenhum deles apresentou sintomas relacionados ao coronavírus, como tosse contínua e febre alta. Durante os dias que antecederam os testes, os recém-nascidos foram alimentados com fórmulas, na intenção de diminuir o contato inicial com as mães.
Conforme o infectologista, recém-nascidos, crianças e adolescentes geralmente têm poucos sintomas e, em alguns casos, acabam nem mesmo apresentando. Por isso, a recomendação geral que é, tanto crianças, adolescentes, idosos, gestantes ou mães que deram à luz recentemente, se afastem de rotinas de maior risco de contágio.