Porto Alegre, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Saúde

Notícia da edição impressa de 18/03/2020. Alterada em 17/03 às 20h47min

Mandetta diz que Brasil terá pico de casos de Covid-19 até junho

Ministro espera que 15% dos casos necessitem de atenção hospitalar

Ministro espera que 15% dos casos necessitem de atenção hospitalar


/MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL/JC
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ontem que o Brasil deve enfrentar o pico do novo coronavírus entre 60 e 90 dias a partir de agora. A estimativa é que os números de casos sejam elevados entre os meses de abril e junho e passem a atingir a estabilidade a partir de julho.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ontem que o Brasil deve enfrentar o pico do novo coronavírus entre 60 e 90 dias a partir de agora. A estimativa é que os números de casos sejam elevados entre os meses de abril e junho e passem a atingir a estabilidade a partir de julho.
"Estamos imaginando que vamos trabalhar com números ascendentes, espirais em abril, maio, junho. Vamos passar de 60 a 90 dias de muito estresse para, quando chegarmos ao fim de junho, julho, imaginemos entrar no platô", disse Mandetta em entrevista coletiva em Brasília.
O ministro afirmou ainda que as medidas restritivas no País poderão ser elevadas neste período, mas não deu detalhes de quais ações podem ser adotadas futuramente. Ele informou ainda que o Ministério da Saúde está acompanhando a dispersão do vírus e o impacto no território nacional junto de outros ministérios, e lembrou que o governo federal criou um gabinete de crise para tratar do caso.
Mandetta disse que o governo estima que de 80% a 85% dos casos do novo coronavírus no Brasil vão requerer apenas cuidados básicos, e que nos outros 15% haverá necessidade de internação hospitalar.
"Imaginamos que nós possamos ter mais de 80%, 85% de pessoas que não vão necessitar de absolutamente nada a não ser orientação e talvez um antitérmico de uso pessoal, tipo dipirona, paracetamol. Isso deve ser a grande maioria dos pacientes." Ele ponderou, contudo, que, se houver uma taxa de 15% da população de uma cidade com necessidade de internação, isso ultrapassará a normalidade.