Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Questão Agrária

09/03/2020 - 08h06min. Alterada em 09/03 às 10h13min

Sem-terra acampam no Incra em Porto Alegre para cobrar desapropriações

Integrantes do MST e MPA entraram um pouco antes das 7h na sede do Incra na Capital gaúcha

Integrantes do MST e MPA entraram um pouco antes das 7h na sede do Incra na Capital gaúcha


MAIARA RAUBER/MST/DIVULGAÇÃO/JC
Atualizada às 10h16min de 09/03/2020
Atualizada às 10h16min de 09/03/2020
A semana começou com protesto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre. Cerca de 700 agricultores de diversos pontos do Estado estão na ação para cobrar a retomada das desapropriações de áreas. Segundo o MST, desde 2016 não teriam sido feitos assentamentos. 

VÍDEO: Confira o acampamento do MST e MPA no Incra

Um pouco antes das 7h, os integrantes do MST começaram a entrar na área do órgão, que fica na avenida Loureiro da Silva, próximo ao Centro da Capital. Em nota, os dois movimentos denunciam "o fim de programas tem prejudicado o desenvolvimento produtivo e econômico dos assentamentos". Os manifestantes não têm prazo para deixar o local.
“O que temos hoje é um desmonte total da Reforma Agrária. O governo abandonou as famílias acampadas e os assentamentos, que sofrem pela falta de infraestrutura e investimento. Queremos políticas que deem suporte à nossa produção de alimentos e que também viabilizem a permanência no campo, com trabalho, renda, educação”, ressalta Ildo Pereira, da direção nacional do MST.
Os grupos pedem ainda a retomada da assistência técnica, a manutenção do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e medidas do governo federal que amenizem os prejuízos da estiagem.
Integrantes do MST entregaram a pauta de reivindicações a serem recebidos pelo chefe de gabinete do Incra, Cláudio Moreira, e a superintendente substituta, Raquel May Chula. Segundo o movimento, os representantes do órgão teriam se comprometido a repassar ao superintendente regional, Tarso Teixeira, e à superintendência em Brasília.